O cadáver de um homem não identificado, que aparentava ter entre 25 e 30 anos, foi encontrado no rio Tucunduba, bairro do Guamá, nos primeiros instantes da manhã de ontem, pouco depois das 6h. O corpo, em meio aos galhos e o lamaçal, estava vestido com calça azul e camiseta suja de lama na margem do rio. O caso foi registrado na Delegacia do Guamá, onde o delegado da unidade, Daniel Castro, informou que a vítima havia sido vista anteontem junto com outro homem. “Na terça-feira, um casal apareceu na delegacia dizendo que viu 2 homens brigando em uma rabeta (canoa). E um deles, inclusive, tentava afogar o outro no rio”, disse o delegado.
Ainda segundo Daniel Castro, policiais foram até o local, mas lá só encontraram a rabeta. “Os policiais contaram que apenas ouviram um barulho na água, como se alguém tivesse mergulhado. Pode ter sido um dos envolvidos fugindo. Não sabíamos que uma pessoa estava morta”, completou o delegado Daniel Castro.
Um suspeito foi detido e apresentado na Seccional de São Brás. Mas, por falta de provas, acabou liberado. “O suspeito, em depoimento, teria falado que o que aconteceu foi que a rabeta afundou e ele teria sobrevivido, mas não sabia se o outro homem havia conseguido se salvar”, revelou o delegado Daniel Castro.
Em meio ao mistério sobre o crime, um conhecido dos envolvidos, identificado como Juarez Alves, compareceu à Delegacia do Guamá e informou que a vítima e o homem apontado como suspeito moravam na comunidade Ilha Grande, município de Acará, nordeste paraense.
“Ele (foragido) tinha alugado essa rabeta e encontrado essa pessoa aí, que eu não sei o nome. Ele fazia essa travessia da Ilha Grande até Belém, para fazer compras e até se divertir com amigos”, disse Juarez Alves.
Se por um lado o homem não identificado está morto, o suspeito sumiu desde que foi liberado da Seccional de São Brás. “Realmente ele está foragido, o que aumenta a possibilidade de ele ter sido o autor desse crime. Mas, como ele já havia sido detido, está identificado pela polícia. Vamos chegar até ele”, concluiu o delegado Daniel Castro.
(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)
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