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POLÍCIA

Médicos faziam cirurgias desnecessárias no DF

Treze pessoas, entre elas sete médicos, foram presas no Distrito Federal por envolvimento em um esquema que, sem necessidade, realizava cirurgias e instalava próteses em pacientes.  Segundo a polícia, o grupo teria movimentado milhões de reais em cirurgia

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Treze pessoas, entre elas sete médicos, foram presas no Distrito Federal por envolvimento em um esquema que, sem necessidade, realizava cirurgias e instalava próteses em pacientes. Segundo a polícia, o grupo teria movimentado milhões de reais em cirurgias, equipamentos e propina.

Duzentos e quarenta pessoas, entre agentes, delegados e promotores, apreenderam documentos e dinheiro em 22 endereços. Foram encontrados mais de R$ 200 mil e US$ 90 mil em dinheiro vivo. Também foram apreendidos computadores e centenas de prontuários.

Treze pessoas foram presas, entre médicos, funcionários de um hospital e de três clínicas, os donos de uma empresa de próteses e um funcionário da Secretaria de Saúde, que atuava como cirurgião.Segundo os investigadores, médicos e empresários se uniram numa suposta organização criminosa, para enriquecer. O esquema envolveria cirurgias desnecessárias, superfaturamento de equipamentos, troca fraudulenta de próteses e uso de material vencido em pacientes.

“Era um esquema de pagamento de propina para médicos movimentado por uma empresa de prótese tudo isso para gerar um grande volume de dinheiro”, fala o delegado Luiz Henrique Sampaio.

Polícia e Ministério Público estimam que 60 pessoas tenham sido lesadas este ano. A investigação começou em março, depois que uma paciente fez a denúncia. Ela passou por três cirurgias na coluna com um dos médicos e quase morreu, depois de um erro grave: um arame de 50 centímetros foi deixado no pescoço dela. Ainda não se sabe se foi de propósito.

“Eram profissionais que tratavam as vítimas com extrema cupidez. Só tinham interesse em aumentar o orçamento para auferir seus lucros de forma ilegal”, afirma o promotor Maurício Miranda.

A polícia gravou conversas de telefone entre médicos e vítimas e também com funcionários das clínicas e da empresa de próteses. São investigados crimes contra a saúde pública, de lavagem de dinheiro, estelionato e organização criminosa.

(FolhaPress)

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