A polícia civil solicitou o mandado de prisão preventiva do principal suspeito de matar a universitária Ingrid Fabiana Pinheiro da Cruz, 21 anos, durante uma tentativa de assalto, na manhã da última segunda-feira (5), no distrito de Outeiro, em Belém.
Alberto Saulo Nascimento Barreirinhas, 18 anos, que havia sido declarado como um dos principais suspeitos do homicídio, apresentou-se espontaneamente e prestou depoimento nesta terça-feira(6), na Divisão de Homicídios, e comprovou que está internado em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Ao ver as imagens do crime, ele próprio reconheceu o acusado – que, segundo ele, já foi seu comparsa em outros crimes. O nome do homem não foi divulgado pela polícia para não atrapalhar as investigações.
O pai da vítima acusou Saulo depois que ouviu a população dizer que o mesmo teria sido o autor do crime que resultou na morte da universitária. Além de Saulo, o nome do irmão dele, Eduardo Nascimento Barreirinhas, idade não informada, também é citado no B.O.
“As nossas equipes estiveram por duas vezes na casa do Saulo, mas não estava. Ele foi localizado num centro de reabilitação em Murinim (distrito de Benevides)”, contou o diretor da Divisão de Homicídios, delegado Renato Vanghon, que durante a apresentação do suspeito constatou que as características físicas do rapaz não coincidem com a do bandido que aparece no vídeo.
“A gente já observa que as alturas são distintas, assim como o porte físico”, frisou o delegado. “Além disso, o Saulo apresentou documentos que comprovam que ele está na clínica de reabilitação desde o último dia 28”, acrescentou. Pelos papeis apresentados, Saulo não estava em Outeiro na hora e data do crime.
Em entrevista ao DIÁRIO, Alberto Saulo disse que estava se apresentando para comprovar que era inocente em relação ao assassinato de Ingrid Cruz. “A população já tentou invadir duas vezes a casa da minha mãe para tentar me matar. Ela está em risco porque nem estou morando lá”, alegou.
Questionado ao que atribuía terem relacionado ele a este crime, respondeu que a comunidade guarda raiva dele pelos crimes que cometeu. “É a má fama que adquiri. Sei que posso não ter razão, mas pegaram pesado ao tentar destruir a casa da mamãe”, lamentou novamente Saulo.
Vanghon repassou para a Polícia Militar, ontem mesmo, os dados e a fotografia do homem que agora passa a ser o principal acusado do crime. O irmão de Saulo, Eduardo Nascimento Barreirinhas, também ainda deverá ser ouvido durante o inquérito. “Ele ainda não foi encontrado, mas as nossas equipes já estão a procura dele”, frisou o delegado.
Após o depoimento, Alberto Saulo foi encaminhado para a Data, onde seria submetido a outros procedimentos. “Ele continua na condição de apreendido devido ao mandado de busca e apreensão existente contra ele”, reforçou o diretor da Divisão de Homicídios.
(DOL com informações de Denilson D'Almeida/Diário do Pará)
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