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POLÍCIA

Taxista morto por encapuzado sem chance de defesa

Um crime que chocou os familiares e amigos da vítima. Todos buscavam respostas para compreender quem teria motivos para assassinar friamente o taxista e pedagogo Elielson Heitor Guimarães dos Santos, de 35 anos. Ele foi morto dentro do carro que trabalha

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Um crime que chocou os familiares e amigos da vítima. Todos buscavam respostas para compreender quem teria motivos para assassinar friamente o taxista e pedagogo Elielson Heitor Guimarães dos Santos, de 35 anos.

Ele foi morto dentro do carro que trabalhava e não teve qualquer chance de defesa. Os 4 tiros na cabeça foram disparados de uma pistola calibre Ponto 40. Nenhum suspeito e nenhuma hipótese para explicar o homicídio ainda foram descobertas pela investigação da Polícia Civil.

O caso foi no final da noite da última quinta-feira (8) e segue sem esclarecimentos aos parentes e colegas de profissão da vítima. Elielson foi morto enquanto estacionava o carro modelo Up, cor branco, na esquina da avenida Senador Lemos com a passagem Santo Antônio, no bairro da Sacramenta, em Belém.

Testemunhas informaram à polícia que o criminoso já estava estacionado dentro de um veículo, que seria modelo Gol ou Celta, cor prata, nas proximidades do local do homicídio. Quando a vítima estacionava foi surpreendida por um homem encapuzado e armado. Depois de matar Elielson, fugiu para destino ignorado, no sentido da avenida Pedro Álvares Cabral.

REVOLTA

Manuel Antônio dos Santos, pai de Elielson, estava inconsolável e recebeu apoio dos amigos. Aos prantos, ele lamentou profundamente a morte do filho e mostrou indignação por conta da violência na capital paraense. “As pessoas matam por qualquer coisa.

A violência nessa cidade está demais! Meu filho trabalhava como taxista há cerca de 3 anos. Também era formado em pedagogia. Ninguém consegue entender o que aconteceu e o porquê de terem feito isso com ele”.

No cenário do crime fica a praça São Sebastião. Os vendedores ambulantes, taxistas, mototaxistas e pessoas que frequentam o local ficaram estarrecidos com a morte da vítima.

A área foi isolada por homens da 1ª Companhia (Cia) do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), para preservar a integridade do local. Apesar da multidão, pouco foi informado sobre o caso.

“As pessoas não quiseram dar muitas informações. Só falaram do carro de cor prata e que um homem encapuzado desceu dele e efetuou os disparos na vítima. Ninguém sabe ao certo o motivo do crime e nem suspeitos”, explicou José Serrão, sargento da Polícia Militar (PM).

CENÁRIO VIOLADO

Jorge Lopes, perito criminal do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, disse que os quatro tiros foram todos na região da cabeça, mas que mesmo com o isolamento feito pela polícia, alguns estojos da arma usada sumiram.

“Recolheram alguns estojos. Provavelmente foi a população. Encontramos um na vala e um dentro do carro. Eles são de pistola calibre Ponto 40 e todos os tiros foram na cabeça do taxista”.

Após os procedimentos de levantamento de local, o corpo de Elielson foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. Depois que o cadáver foi removido, Manuel tocou os dedos médio e indicador no sangue do filho que ficou na pista e falou: “Este aqui é o sangue do meu filho”. E chorou.

Ele registrou a ocorrência do homicídio na Seccional Urbana de São Brás, mas o caso será tramitado para a seccional da Sacramenta, que deverá ficar responsável pela investigação do caso.

(Fabrício Nunes/Diário do Pará)

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