Um assassinato com requintes de frieza e crueldade e por motivos ainda desconhecidos pela polícia. A vítima estava grávida de 5 meses. Carla Silva da Silva, de 18 anos, vendedora, ainda foi colocada de joelhos antes de ser assassinada com um tiro na nuca, sem ter nenhuma chance de defesa. Ela morreu na hora e o bebê também não resistiu.
Em circunstâncias ainda não esclarecidas a vítima conversava com 3 pessoas na frente de um ponto comercial, quando 2 motoqueiros se aproximaram, o ocupante da garupa desceu e mandou as 3 testemunhas se afastarem e correrem. Apenas Carla foi baleada. O homicídio foi na madrugada de ontem (10), por volta das 2h30, na rua São Clemente, bairro Bengui, em Belém. Nenhum suspeito de envolvimento no caso ainda foi identificado.
Com a chegada dos peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, a aflição tomou conta das dezenas de familiares e amigos de Carla. Restava saber se o bebê ainda estava vivo. “Não podíamos iniciar a perícia no corpo sem ter esta certeza”, explicou Virgínia Paiva, perita criminal.
Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada às 4h20 por homens da Polícia Militar (PM) e às 4h40, quando chegaram ao local, o médico socorrista da ambulância confirmou o óbito do bebê. “O tiro foi na cabeça e como a criança ainda estava com 20 semanas não havia possibilidade de ela sobreviver. Ela poderia ter resistido, caso a mãe já tivesse mais de 34 semanas de gestação”, esclareceu Nelson Câmara.
Carlos Alberto da Silva, pai da vítima, relatou ao DIÁRIO que desconhece quem teria motivos para matar a sua filha. Segundo ele, Carla matinha um relacionamento amoroso com um homem que atualmente está preso e que o bebê seria desse detento. “Ela sempre ia visitá-lo e em uma dessas visitas ela engravidou. Depois que engravidou nunca mais foi vê-lo na prisão. Minha filha nunca comentou nada de ser ameaçada por ele. Eles se davam bem”, disse Carlos.
De acordo com sargento da Polícia Militar (PM) Jorge Melo, do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), as escassas informações dificultam o trabalho de apuração dos fatos.
REMOÇÃO
“O modelo, a cor e a placa da moto usada pelos assassinos ainda não foram descobertos, assim como a identidade dos criminosos”, afirmou o militar. O corpo da jovem grávida foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O homicídio deverá ser investigado por policiais civis da Delegacia de Polícia do Bengui.
(Fabrício Nunes/Diáfrio do Pará)
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