Ai, meu filhinho! Ai, meu filho! Meu filho está jogado no chão! Por que, meu Deus?! Por que mataram meu filho?!”, eram os gritos do pai do rapaz que podiam ser escutados de longe. As lágrimas dos familiares em completo desespero e tomados pela dor da perda de Ederson Perdigão Amaral, de 19 anos, sem profissão, não eram suficientes para minimizar o sofrimento de mais uma vítima da violência na capital. A vítima, segundo testemunhas, estava na rua quando 2 homens em uma motocicleta se aproximaram e deram 2 tiros. O relógio marcava 0h20. Era o segundo homicídio registrado no bairro da Cabanagem, na madrugada de ontem, em Belém.
Manoel Amaral, pai do jovem, não largou o corpo do filho caído no meio da rua Fé em Deus. Ele precisou ser retirado no momento da chegada dos peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves no local do crime. Inconsolável e em prantos, ele buscava respostas. Sem condições emocionais, Manoel precisou ser amparado pelos parentes e amigos mais próximos. O desespero foi tamanho dos familiares da vítima que alguns chegaram a tentar impedir o trabalho da cobertura das equipes de reportagem que cobriam o caso.
CONSELHOS DE IRMÃO
Um dos irmãos do rapaz, Edimar Amaral, conversou com o DIÁRIO. Ele contou que Ederson estaria envolvido no mundo da criminalidade e que os constantes conselhos dados não teriam sido o suficiente para livrá-lo da violência. “Não foi por falta de conselho. Conversava bastante com ele, para ir para a igreja e sair desta vida de crime, que não leva a lugar algum. De certa forma, nós já esperávamos que isso uma hora fosse acontecer”, lamentou profundamente.
As informações colhidas pela delegada Maria Lúcia dos Santos, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil (DH), foram escassas por conta da falta de relatos de testemunhas do caso. “O que nos foi repassado pelo irmão da vítima é que ele era envolvido em assaltos. No momento do crime, 2 homens em uma motocicleta chegaram até ele e atiraram. Ninguém deu detalhes de modelo da moto, nada. Não recebemos também nenhuma informação de suspeitos”.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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