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POLÍCIA

Imobilizado e executado no Icuí-Guajará

Um crime com características de execução chocou os moradores da Rua Coronel Magela, próximo à Rua Santa Maria, em frente à Granja do Governador, no bairro do Icuí-Guajará, em Ananindeua. Dener Farias Gonçalves, de 22 anos, foi morto com 10 tiros, sendo u

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Um crime com características de execução chocou os moradores da Rua Coronel Magela, próximo à Rua Santa Maria, em frente à Granja do Governador, no bairro do Icuí-Guajará, em Ananindeua.

Dener Farias Gonçalves, de 22 anos, foi morto com 10 tiros, sendo um nas costas e nas pernas que serviram para imobilizar o rapaz. O restante dos disparos o acertaram no rosto e braço.

Mesmo em uma inocente tardezinha, com raios intensos de sol, o crime ceifou a vida de Dener quando saía da casa da namorada. Segundo informações da Polícia, imagens de câmeras de segurança instaladas nas residências dessa rua, flagraram o momento em que o atirador se aproximou e fez os disparos.

De acordo com as cenas, o atirador disparou os primeiros tiros e deu uma pausa porque a arma falhou. Mas outros disparos foram feitos em seguida.

“O atirador chegou de cara limpa, camisa branca e bermuda, em um gol preto e executou a vítima com frieza”, relatou o o cabo PM Marlon Ferreira.

Peritos encontraram dinheiro no bolso da vítima

De acordo com o perito Benedito Leão, foi encontrado próximo ao cadáver um cartucho 380 não detonado. “Certamente deu uma pane na arma, o que fez o revólver não disparar de imediato. Mas o crime tem sinais de execução, até porque tinha dinheiro em um dos bolsos da vítima e não foi roubado”, detalhou Leão, que não revelou a quantia encontrada no local de crime.

Antes de removerem o corpo de Dener, os peritos chamaram os familiares para recolher os pertences do rapaz. A mãe, a irmã e outra mulher se aproximaram e fizeram uma oração. Encostaram-lhe as mãos, balbuciando preces.

Uma mulher que reside no local disse que a família dele é religiosa e que ela nunca tinha ouvido qualquer palavra que desabonasse a conduta do rapaz. “Ele morava na avenida Independência e por aqui era um bom vizinho”, disse a jovem, que preferiu o anonimato.

(Wal Sarges/Diário do Pará)

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