Já não é novidade para os comerciantes do bairro do Marco a onda de roubos. Vários deles já passaram por situação semelhante somente esse ano, aumentando assim os índices de insegurança. Ao lado da Companhia Paulista de Pizza, na avenida Duque de Caxias, por exemplo, clientes e funcionários de um pet shop foram vítimas de um assalto há cerca de um mês . O crime foi por volta do meio-dia. Mesmo contando com a gravação de câmeras de segurança no estabelecimento, ainda foi preciso investir em outra ferramenta para evitar novos assaltos. “Ele chegou e deu uma volta na loja como se fosse cliente. Depois abordou 2 clientes, levou pertences e também levou o dinheiro do caixa. Agora tenho 2 seguranças, um dentro e outo fora, foi necessário para me manter aqui”, disse a proprietária do pet shop, Carolina Loureiro.
Do outro lado da rua, uma loja de revenda de carros novos e seminovos. A secretária do estabelecimento, Jurema Pereira, explicou que negócios como esse, a administração não costuma ficar com o dinheiro em caixa por conta dos altos valores, que tem que ser depositado no banco. Segundo ela, este é um tipo de prevenção, no entanto, mesmo assim, criminosos dão um jeito de cometer roubos. Jurema relatou que em julho último o local foi arrombado e furtado logo depois do fim do expediente, às 18h. Tudo foi assistido pela vizinhança que achava se tratar de uma equipe de manutenção do sistema de segurança da loja.
“Nos ligaram para avisar que o alarme estava disparando e quando chegamos soubemos pelos vizinhos que eles usaram uma escada pela frente da loja, entraram pelo teto, arrombaram a sala e levaram um notebook. Ninguém desconfiou deles na hora porque não imaginariam que seriam tão caras de pau, então acreditaram que poderia ser alguém da manutenção do alarme”, contou Jurema.
Ainda assim, a desconfiança de qualquer pessoa que entre na loja é observada a cada passo. “Quem quer que seja que entre aqui eu já fico de olho analisando, porque apesar de não ter dinheiro em caixa, alguns dos assaltantes cometem agressões físicas, como aconteceu há um ano quando tinha uma boutique aqui ao lado. A loja foi assaltada pelo menos três vezes, teve funcionária trancada no banheiro e a dona não conseguiu se manter de tanto prejuízo financeiro”, finalizou ela.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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