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POLÍCIA

Família de rodoviário morto exige justiça

A família do rodoviário Irlan Barbosa Gonçalves, de 24 anos, está inconformada. O rapaz foi assassinado na noite de quinta-feira (03), por volta das 21h, na rua Luiz Nobre, bairro Centro, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, com tiro pelas costas

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A família do rodoviário Irlan Barbosa Gonçalves, de 24 anos, está inconformada. O rapaz foi assassinado na noite de quinta-feira (03), por volta das 21h, na rua Luiz Nobre, bairro Centro, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, com tiro pelas costas. Os familiares pedem esclarecimentos às autoridades competentes, pois acreditam que o rapaz foi confundido com um assaltante, só porque segurava a bolsa da própria esposa. Evilim Pinheiro, viúva de Irlan, contou que foi com ele a um supermercado e, quando estavam na fila do caixa, ele saiu da loja e se preparava para chamar um táxi. Ele não mais retornou com vida.

“Ele saiu com a minha bolsa na mão, porque ele sempre carregava a minha bolsa quando estava comigo. Mas depois que saí do caixa ele não estava na frente do estabelecimento. Fiquei esperando, o supermercado fechou e peguei o ônibus para casa”, relatou a jovem. Ao chegar em casa, recebeu a notícia de que, nas proximidades do supermercado, um homem que poderia ser seu marido estava morto.

A mãe de Evilim, Marilda Pinheiro, contou que, como o casal não chegava em casa, o pai da jovem ligou para o celular de Evelin. Mas um policial atendeu já informando sobre a morte de um homem, ainda não identificado, mas que tinha as características idênticas às do genro.

Quando chegaram ao local, foram informados, por pessoas não identificadas, que Irlan teria roubado a bolsa de uma mulher e estaria fugindo, mas foi alcançado por um homem desconhecido e morto no local. Tal versão pegou os familiares de surpresa e os revoltou. “Não deixaram a gente pegar em nada na hora. Ele não roubou nada de ninguém. Era a bolsa da esposa dele”, disse Marilda Pinheiro, emocionada.

(Emily Beckman/Diário do Pará)

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