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POLÍCIA

Morto na base da bala em Marituba

Quem dormia acabou sendo acordado pelo som de vários disparos de arma de fogo vindos da rua. Na beira da sarjeta, o corpo de Junior Valdo de Oliveira Matos, 29, vendedor de lanches, foi encontrado caído de bruços na grama. Ele levou 10 tiros e morreu na h

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Quem dormia acabou sendo acordado pelo som de vários disparos de arma de fogo vindos da rua. Na beira da sarjeta, o corpo de Junior Valdo de Oliveira Matos, 29, vendedor de lanches, foi encontrado caído de bruços na grama. Ele levou 10 tiros e morreu na hora, sem qualquer chance de defesa. No momento do assassinato, por volta das 2h de ontem, o silêncio na rua Bom Jesus, bairro São Francisco, em Marituba, foi semelhante ao silêncio dos moradores, que evitavam dar qualquer detalhe à polícia sobre as circunstâncias e suspeitos da autoria do crime.

Maria Helena Matos, irmã da vítima, estava desolada no local do homicídio. Antes de retornar ao endereço em que seu irmão foi morto, ela registrou um boletim de ocorrência na Seccional Urbana de Marituba, onde foi solicitada a remoção cadavérica. Em relato, ela disse que “estava em casa - perto do local do crime -, quando ouvi diversos disparos e meu outro irmão avisou que Junior havia sido baleado”. Além disso, ela disse que “ninguém quis se manifestar sobre o que aconteceu nem viram nada”.

Policiais militares da 3ª Companhia (Cia) do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionados para o local, isolaram o cenário do homicídio e tentaram colher informações sobre o caso, mas o medo de possíveis testemunhas dificultou o trabalho de investigação. “As pessoas aqui temem falar algo. Quando chegamos, ninguém soube ou quis dizer se viu alguma coisa que aconteceu e muito menos quem foi. Até o momento não recebemos informação de suspeitos nem a motivação”, disse o cabo PM Fernando Miranda.

Equipes da Divisão de Homicídios (DH) e de peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves realizaram o levantamento de local de crime. Posteriormente, o corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. Os relatos de familiares e testemunhas colhidos pelos policiais da DH foram encaminhados para a Seccional de Marituba, que ficará responsável pela investigação do caso.

(Fabrício Nunes/Diário do Pará)

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