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POLÍCIA

Morador de rua foi assassinado a tiros

Passava de meia-noite e já era sexta-feira quando 2 homens ainda desconhecidos, que estavam em uma bicicleta, abordaram João Maria Pereira de Oliveira, de 54 anos, morador de rua e ex-policial militar. E um deles por motivos ainda não esclarecidos deu 4 t

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Passava de meia-noite e já era sexta-feira quando 2 homens ainda desconhecidos, que estavam em uma bicicleta, abordaram João Maria Pereira de Oliveira, de 54 anos, morador de rua e ex-policial militar. E um deles por motivos ainda não esclarecidos deu 4 tiros nele. A vítima caiu de bruços e morreu na hora. Os criminosos fugiram e logo em seguida, a polícia foi acionada.

O homicídio foi ontem (11), na rua Célio Mota, bairro Dom Aristides, município de Marituba, Região Metropolitana de Belém (RMB). Testemunhas relataram que teriam visto João discutindo com os 2 suspeitos antes de ser morto. E, durante a discussão, acabou sendo baleado.

A vítima morava na rua, segundo os familiares dele, e não tinha paradeiro fixo. O único local em que era comum encontrá-lo era no cemitério do bairro Colônia, também em Marituba, onde ele usava um barraco para dormir.

Jailson Ribeiro de Oliveira, filho de João, amparava 2 irmãs, que estavam inconsoláveis vendo o corpo do parente. Em entrevista à reportagem, ele contou que o pai era usuário de drogas há muitos anos e que já havia sido policial militar. “Meu pai vivia pelas ruas e dormia no cemitério da Colônia. Perdeu a farda há uns 20 anos e vivia por aí. Não tinha nenhum trabalho. Não sabemos o que aconteceu exatamente, se ele devia para algum traficante ou se ele foi assaltado. Ele não andava sem camisa pela rua”, disse Jailson.

DE BRUÇOS

O corpo de João estava de bruços na pista. Trajava calça social preta, cinto e sapatos. No momento em que a Polícia Militar (PM) chegou ao local, o cenário do crime foi isolado, para manter a integridade física do local do assassinato.

De acordo com o cabo PM Reginaldo Neves, da 3ª Companhia (Cia) do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), nenhum suspeito de envolvimento no caso foi descoberto. “Quando chegamos disseram que eram 2 homens em uma bicicleta (os assassinos), mas não deram nenhuma outra informação deles”, informou o cabo PM Reginaldo Neves.

Vítima pode ter sido morta a tiros de revólver calibre 38

Durante as análises feitas pelos peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, foram encontrados vestígios da arma utilizada pelo assassino. “Foi um tiro à distância, que atingiu o ombro esquerdo, e 3 bem próximos ao corpo, que acertaram o rosto, no lado esquerdo. Achamos aqui no local alguns fragmentos de munição de revólver caibre 38, que pode ter sido a arma usada pelo criminoso”, explicou Vamilton Albuquerque, perito criminal.

Policiais da Divisão de Homicídios (DH) estiveram no local e colheram depoimentos de familiares de João e dos policiais militares que atenderam a ocorrência. Concluído o levantamento de local de crime, o corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O caso foi registrado na Seccional Urbana de Marituba, que deverá ficar responsável pela investigação do homicídio.

(Fabrício Nunes/Diário do Pará)

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