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POLÍCIA

Mãe facilita prisão de acusado de matar estudante

Apenas algumas horas após o crime, um acusado de praticá-lo foi preso em flagrante. Carlos Rafael Silva Monteiro, de 38 anos, estava na casa em que mora com a mãe, no Conjunto Júlia Seffer, o mesmo onde houve o assassinato, por volta das 22h de domingo (1

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Apenas algumas horas após o crime, um acusado de praticá-lo foi preso em flagrante. Carlos Rafael Silva Monteiro, de 38 anos, estava na casa em que mora com a mãe, no Conjunto Júlia Seffer, o mesmo onde houve o assassinato, por volta das 22h de domingo (13), na rua 11. De acordo com o diretor da Divisão de Homicídios, Renato Wanghon, a própria mãe de Carlos Rafael e testemunhas o denunciaram.

De acordo com Wanghon, o crime foi testemunhado por várias pessoas que estavam no local. Segundo as palavras de uma dessas testemunhas, que pediu anonimato, o acusado, na parada do ônibus, iniciou uma breve conversa com a vítima. Parecia também estar esperando um ônibus. “Quando se aproximou o ônibus em que a vítima iria embarcar, o Rafael aproveitou para esfaqueá-la e tomou seu celular e outros pertences”, relatou o delegado Renato Wanghon.

A própria mãe de Rafael facilitou o trabalhos dos policiais. “A mãe dele contou que Rafael chegou em casa falando ‘acabei de furar um ali’ e foi dormir. A mãe ainda apontou o local que o filho havia largado suas roupas depois que chegou em casa”, detalhou o policial civil.

Na camisa de Carlos Rafael, conta o delegado, havia uma mancha, que pode ter sido produzida pelo sangue de Hugo Andrei, 18 anos, a vítima. O material foi encaminhado para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves para exames. Os policiais o prenderam ontem às 9h da manhã.

NEGOU

Apesar dos indícios, Carlos Rafael negou o crime, perante o delegado Renato Wanghon, e não quis falar com a imprensa. Ele afirmou apenas que antes do crime estava bebendo e que havia tomado 6 latinhas de cerveja. Ainda de acordo com o delegado Wanghon, em depoimento, Rafael chegou a colocar a culpa no próprio irmão, mas essa versão também foi desmentida pela mãe deles.

Na residência do acusado, nenhuma arma ou objeto produto do roubo foi apreendido. Rafael foi autuado pelo crime de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. “A vítima foi atacada de forma traiçoeira, sem qualquer chance de defesa”, argumentou Renato Wanghon.

(Emily Beckman/Diário do Pará)

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