Segundo dados da Serasa Experian, em 2013 o Brasil teve um prejuízo de cerca de R$ 500 milhões causadas por fraudes em e-commerce. Mas isso não é tudo.
Os números traduzem somente ao prejuízo das lojas com cartões clonados. O número real seria possível se todas as vítimas registrassem queixa e a polícia compilasse os dados.
A informação é do advogado Lucas Prado Kizan, especialista em Ciências Criminais e especializando em Direito Digital e Compliance, que vai mais além.
“As facilidades trazidas pelo avanço da internet fazem com que se crie um falso sentimento de impunidade por parte dos criminosos, e ao mesmo tempo gera nas possíveis vítimas a sensação de segurança, por estarem fazendo uma compra dentro de suas próprias casas. Os consumidores desavisados, ou por acreditarem demais em suas próprias habilidades, ou por essa crença repousar sobre a capacidade tecnológica do computador/celular/tablete utilizados para as compras, pensam que não serão vítimas de fraudes, que esse tipo de coisa só acontece com os outros, mas todos somos vítimas em potencial. Se para morrer basta estar vivo, para sofrer um golpe na internet, basta estar conectado (e desatento)”, diz ele.
Portanto, todo cuidado é pouco quando se fala em preços muito baixos e promoções mirabolantes, especialmente de produtos muito procurados pelos consumidores.
O advogado aponta quem seriam os alvos preferenciais dos infratores: consumistas que tremem ao ver uma promoção, crianças sem supervisão dos pais e pessoas sem afinidade com o ambiente virtual.
“Os criminosos costumam seduzir a vítima por meio de produtos normalmente caros, anunciando ser uma promoção relâmpago. Alguns criam páginas na internet que imitam perfeitamente o visual de grandes lojas conhecidas de vendas online. Outros criam perfis falsos em redes sociais”, acrescenta Lucas Kizan.

(Sérgio Augusto/Editor do Caderno Polícia)
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