Todos os dias, as estatísticas da polícia revelam crimes de homicídios envolvendo adolescentes que atraídos pelo mundo das drogas e do dinheiro fácil acabam engrossando a lista de pessoas assassinadas diariamente no Pará.
Os crimes que envolvem adolescentes que outrora eram fatos negativos nas grandes cidades agora chegam com força no interior. Em Parauapebas, na região sul do Pará, um rapaz de 17 anos foi assassinado com 12 tiros de pistola 380, efetuado por dois indivíduos em uma moto Fan, preta, de placa não anotada.
O crime aconteceu por volta das 21h desta sexta-feira (25) na rua Olga Preste, bairro Nova Vida em Parauapebas. Segundo informações de testemunhas, a vítima se encontrava bebendo cachaça na companhia do dono da casa e duas adolescentes quando foram surpreendidos pelos assassinos.
Um homem que estava na garupa da motocicleta desceu e começou a atirar contra o adolescente, que ainda chegou a correr para o quintal da casa, mas não conseguiu escapar da mira do agressor, que disparou seguidamente até ter a certeza de que o alvo estava morto.Nos primeiros levantamentos da polícia no local do crime, ficou assegurado que o assassino descarregou a arma na vítima. Um dos tiros quebrou a perna esquerda do menor. Uma das mulheres, identificada apenas pelo prenome de Cleidiane, que bebia junto com a vítima, também foi baleada na perna.
Vítima tinha passagens pela polícia, na cidade de Marabá
Ainda de acordo com as informações levantadas pela Polícia Militar no local, o adolescente estaria aniversariando neste sábado (26), completando a maioridade, e havia chegado de Marabá em Parauapebas há pelo menos 15 dias. Uma hipótese levantada pela polícia leva as investigações à ideia de que a morte do adolescente que tinha passagens pela polícia foi acerto de conta oriunda de Marabá, uma vez que em Parauapebas ele não tinha nenhum histórico criminoso.
Após ouvir testemunhas e amigos do adolescente, a polícia iniciou as investigações, sendo informada de que a morte do rapaz teria sido por disputa de território da droga entre duas gangues rivais identificadas como “VDM e Shox”.O crime foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Parauapebas, ficando as investigações por conta da equipe comandada pela delegada Yanna Kaline Vanderley.
(J. R Avelar/Diário do Pará)
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