Carlos Eduardo Aires Silva, 28 anos, trabalhava como consultor de vendas. Depois de sofrer com meningite, uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, ficou com a visão comprometida e se aposentou, 3 anos atrás. De um tempo para cá, tornou-se viciado em drogas e começou a conhecer pessoas envolvidas com o crime. Na noite de sexta (09), ele estava com um conhecido quando foi assassinado a tiros no canal da Antônio Baena, bairro da Pedreira, em Belém, próximo à sua casa.
Ele e o indivíduo estavam na esquina da rua 3 de Maio, por volta das 22h50, conversando, quando surgiu um carro com, provavelmente, 3 sujeitos que se aproximaram em ameaça. O parceiro fugiu. Carlos, como enxergava apenas vultos, teve maiores dificuldades e foi atingido. Ele chegou a correr, mas não bastou. Estirado no meio da avenida Antônio Baena, o corpo deixou o sangue escorrer pelo asfalto.
De acordo com familiares, apesar do vício, Carlos não era envolvido com crimes, mas o sujeito que estava com ele, sim. Não se sabe a identificação ou paradeiro dele até o momento.
A primeira viatura a chegar ao local foi a de número 0111, de adjunto da Polícia Militar, mas quem acompanhou o caso logo depois foi a 0112, da 2ª Cia e 1º Batalhão da PM.De acordo com o perito criminal Nazareno Melo, a vítima levou 2 tiros na cabeça. “Não há sinal de defesa e encontramos apenas fragmentos do projétil na camisa”, declarou.
(Alice Martins/Diário do Pará)
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