Fernando Augusto de Sousa Santos trabalhava normalmente como taxista em uma cooperativa localizada próxima à Basílica de Nazaré, em Belém, quando foi surpreendido pela Polícia Civil, que deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido contra ele. Fernando é acusado de um crime ocorrido em outubro de 2012, no município de Ananindeua, Região Metropolitana, em que ele é acusado de tentativa de homicídio.
A prisão preventiva do taxista foi expedida em maio deste ano, pelo juiz Márcio Rebelo, titular da Vara do Tribunal de Júri de Ananindeua, e cumprido na manhã de ontem (20) pelos policiais da Seccional de Ananindeua. O crime ocorreu no dia 30 de outubro de 2012, quando o acusado ainda morava no município. Ele e um casal de vizinhos tinham uma desavença por má convivência e, após uma briga entre os envolvidos, Fernando teria atirado duas vezes contra a sua vizinha. A vítima conseguiu fugir dos disparos e registrou Boletim de Ocorrência contra o acusado, que foi indiciado por tentativa de homicídio.
Mas, de acordo com o diretor da seccional, Armando Mourão, que presidiu o inquérito policial, Fernando não compareceu a nenhuma das audiências convocadas pela justiça, fato que emplacou na determinação de sua prisão. “Com o processo na justiça, Fernando não compareceu a nenhuma das audiências. Por se tratar de um crime grave, requeri a prisão preventiva e o juiz analisou que havia elementos suficientes e decretou a prisão do acusado”, falou Mourão.
O taxista já não estava mais morando em Ananindeua e, nas investigações, a polícia localizou seu local de trabalho. Fernando já era considerado foragido da justiça, mas estava trabalhando normalmente em uma cooperativa de táxi, localizada nos fundos da Basílica de Nazaré, na travessa Quatorze de Março, no bairro de Nazaré. O acusado não ofereceu qualquer resistência à prisão, mas, sobre o caso, ele preferiu não dar entrevista.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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