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POLÍCIA

Universitário é preso por produção de maconha

A “social embaçou” para o promotor de eventos Kim Lima de Moraes, de 25 anos, preso ontem (21), em casa no bairro do Umarizal, área nobre de Belém. Contra ele, havia dois mandados judiciais – um de prisão preventiva e outro de busca e apreensão –, que for

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A “social embaçou” para o promotor de eventos Kim Lima de Moraes, de 25 anos, preso ontem (21), em casa no bairro do Umarizal, área nobre de Belém. Contra ele, havia dois mandados judiciais – um de prisão preventiva e outro de busca e apreensão –, que foram cumpridos pela Polícia Civil, no início da tarde. Kim Lima é acusado de envolvimento na associação criminosa que mantinha um esquema de cultivo de maconha em apartamentos de luxo na capital paraense. Segundo as investigações, um dos imóveis em que a polícia encontrou as mudas da erva estavam alugados no nome do promoter. Na casa dele, a polícia encontrou maconha e uma cartela com 300 unidades de LSD. Por causa disso, um auto de flagrante foi registrado contra Kim, que acabou sendo preso por tráfico de drogas e pelo mandado de prisão.

A delegada Fernanda Maués, da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), que participou do cumprimento do mandado judicial, lembrou que as investigações sobre o caso de plantio de maconha em apartamentos de luxo se intensificou há cerca de um mês, com a prisão do casal Hélio Bezerra Pontes e Juliana Regis Dias, que cultivavam pés de maconha em 3 apartamentos nos bairros de Nazaré, Cidade Velha e Marambaia. Além destes, o casal também mantinha um imóvel no bairro do Guamá destinado para a mesma finalidade.

“Nas documentações, foi detectado que um dos apartamentos estava alugado em nome de Kim e as investigações apontam para o envolvimento dele no esquema”, destacou a delegada Fernanda. Ela ainda pontuou que o promotor não ofereceu resistência à voz de prisão.

(Foto: divulgação/Polícia Civil)

A advogada de Kim, Naly Bacha, ressaltou que o cliente dela foi preso no momento em que saía de casa para ir à academia. Sobre a porção de maconha encontrado na residência do promoter, ela justificou que era para consumo próprio e que o LSD não seria de Kim, mas também não apontou a quem supostamente a droga pertencia. “Ele nega o envolvimento de participação no esquema”, disse Naly. “Como ele é promotor de eventos, conhece muita gente, tem muitos amigos e acabou cedendo o nome para um deles alugar o apartamento. Nesse meio isso é comum”, justificou a advogada.

Para o diretor da Denarc, o delegado Hennison Jacob, não há duvidas de que Kim Lima tem envolvimento direto com o esquema de cultivo de maconha em apartamentos de luxo. “As drogas eram vendidas nas festas e boates que ele (Kim) organizava e também por outros locais de Belém, geralmente em áreas de difícil suspeita de tráfico de drogas, em ambientes de luxo”, destacou o delegado.

Hennison enfatiza que as investigações ainda estão em andamento, mas as provas juntadas pela polícia indicam que a quadrilha – ou associação criminosa – já atuava há pelo menos 3 meses na capital paraense. “A estrutura montada nos apartamentos e quantidade de maconha encontrada não bate com os discursos dos que foram presos até agora, que alegam que o cultivo era para consumo próprio”, acrescentou o delegado da Denarc.

(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)

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