A vítima conversava com quatro amigos, na frente de sua casa, quando dois homens encapuzados desceram de um veículo particular de cor preto e sem falar nada atiraram sete vezes em sua direção. Todos os tiros de pistola calibre ponto 40, de uso restrito da polícia. As quatro principais testemunhas correram e saíram ilesas, mas Luiz Alberto Silva Ferreira, de 18 anos, desempregado, não resistiu e morreu no local. O homicídio foi no final da noite da última segunda-feira (2), na passagem Tucunduba, bairro do Guamá, em Belém. No endereço de número 122, possui várias casas, onde residem diversas pessoas da mesma família.
O corpo do jovem estava ao lado de um carro, na área em frente ao imóvel. Após o crime, os assassinos fugiram para destino ignorado e ainda não foram identificados e nem localizados pela polícia, que ainda desconhece os motivos do assassinato.
CURIOSOS
Apesar da emoção dos familiares e amigos de Luiz, do lado de fora da casa, na rua logo atrás da fita de isolamento, havia uma população dividida entre crianças, incluindo de colo, adolescentes, adultos e idosos, e entre risos e brincadeiras o levantamento de local foi realizado pela perícia criminal e Polícia Civil.
Pai da vítima diz não saber os motivos do assassinato
Luiz Monteiro Ferreira, pai da vítima, registrou um boletim de ocorrência do caso e prestou depoimento na Seccional Urbana de São Brás. Em relato, ele afirmou que “os dois homens estavam armados e atiraram diversas vezes em Luiz”. Além disso, ele alegou que “seu filho era viciado em drogas há um ano, não estava trabalhando e que sabe informar os motivos
do crime”.
O cenário do homicídio foi isolado por homens da Polícia Militar (PM) da 3ª Companhia (Cia) do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), para evitar a aglomeração de curiosos ao redor do corpo da vítima. Peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves analisaram todo o local onde ocorreu o crime juntamente de uma equipe da Divisão de Homicídios (DH).
O delegado Glauco Valentim disse à reportagem que antes de completar dezoito anos, Luiz teria sido apreendido na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). “Ele estava conversando com uns amigos, quando os assassinos atiraram nele. O carro usado era preto, mas ninguém soube dizer o modelo e placa. Uma tia dele me disse que ele já foi apreendido por furto e roubo, quando era adolescente e atualmente não estava
trabalhando”, afirmou.
MORTO PELA .40
Conforme a perita criminal Ivaneide Carvalho, foram encontrados vestígios das armas de fogo usadas pelos autores do homicídio. “O rapaz foi atingido com aproximadamente sete disparos. Teve lesões no rosto, cabeça, mãos e a maioria nas costas. Todos os tiros foram de pistola ponto 40. Achamos embaixo do carro, que estava estacionado, uma cápsula e um projétil de munição calibre ponto 40”, explicou.
O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e apesar de ter sido registrado na seccional de São Brás, o caso deverá ser investigado pela seccional do bairro do Guamá, que atende a área de circunscrição do fato.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar