Na frente da residência, havia vários familiares e amigos da vítima. No interior da casa, em um dos quartos, estava o corpo de Igor Melo dos Santos, 19 anos, desempregado.
Era madrugada e todos dormiam quando pelo menos três homens encapuzados e armados de pistola calibre ponto 40, de uso restrito, arrombaram silenciosamente a porta dos fundos e assassinaram o jovem com três tiros. Igor estava dormindo, assim como o pai, a mãe e três irmãos.
O homicídio foi na madrugada de ontem, na travessa Irmã Cristina, bairro Água Boa, na Ilha de Outeiro, em Belém. Nenhum dos criminosos ainda teve a identidade revelada nem o paradeiro descoberto pela polícia. Poucas informações do caso foram apuradas e os familiares não quiseram dar entrevista à imprensa.
Peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foram ao local do homicídio e analisaram o cenário onde a vítima foi morta. De acordo com o perito criminal Robson Nunes, os disparos foram direcionados na região da cabeça e os vestígios dos autores do crime foram deixados no cômodo. “Todos os três tiros foram na cabeça, rosto e de pistola calibre ponto 40. Encontramos cápsulas dentro do quarto”, disse.
Conforme ele, os assassinos invadiram a casa pelos fundos, pois não há proteção. “A frente da casa é toda gradeada, mas as portas e janelas do fundo são de madeira e não têm nenhuma proteção. Eles arrombaram a porta de trás, entraram no quarto da vítima, que não possui porta, e atiraram enquanto ela dormia”, concluiu.
Vítima não teria envolvimento com criminalidade
Uma guarnição da 4ª Companhia (Cia) do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi ao local do crime e tomou as primeiras providências do caso. Um policial militar, que não quis ter o nome e patente divulgados, disse à reportagem que “a motivação do crime ainda é desconhecida, que a vítima não trabalhava, nem possuiria passagem na polícia e não teria envolvimento com a criminalidade”.
Após os procedimentos de levantamento de local de crime, o corpo de Igor foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O homicídio deverá ser investigado pela Seccional Urbana de Outeiro.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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