Na madrugada de ontem (09) a agência do Bradesco localizada na travessa Raimundo Barbosa, município de Marituba, Região Metropolitana de Belém, foi invadida e teve dinheiro e armamentos furtados. Os assaltantes não encontraram qualquer tipo de dificuldades para entrar pelos fundos do estabelecimento, já que no local não há vigilância noturna.
Foi pela parte da manhã, por volta das 8h, que funcionários, ao adentrarem a sala de monitoramento de segurança, se depararam com o caos: na parede, havia um buraco feito pelos bandidos para acesso à sala onde ficam os cofres de dinheiro e armas de fogo. Os fios das câmeras de segurança foram cortados e as gravações levadas pelos criminosos. A segurança do prédio é feita por uma empresa particular, mas somente no horário comercial.
Após o expediente, as armas de propriedade da empresa privada são trancadas em um cofre, que por sua vez foi arrombado, conforme consta no Boletim de Ocorrência, registrado na Seccional de Marituba. Dois revólveres, calibres 38 e 22, além de munições da empresa de segurança foram furtados.
O cofre do banco foi arrombado com o auxílio de maçarico. A quantia em dinheiro levada pelo bando não foi divulgada. Parte do material usado para a prática do crime, como botijão de gás, luvas, pé de cabra e maçarico, foram deixados no local e apreendidos pela polícia.
De acordo com o delegado Marco Antônio Farias, da Polícia Civil, vários fatores facilitaram o furto do banco. “Os 2 vigilantes somente entram de serviço pela parte da manhã. Faltou vigilância noturna, houve um monitoramento mal acompanhado, pois os fios do equipamento de segurança foram cortados e não houve acionamento da empresa para verificar a situação, faltou segurança nas adjacências, porque por trás do banco tem terrenos baldios que facilitaram que eles usasse uma escada para pular o muro que dá para os fundos do terreno da agência”, apontou o delegado Marco Antônio.
FUNCIONAMENTO
O DIÁRIO esteve no local e, segundo a gerência, o Bradesco deverá abrir normalmente hoje (10). Mas, ontem, os usuários do banco eram despachados sem qualquer tipo de informação ou prestação de esclarecimentos. A dona de casa Luciete Silva, de 38 anos, deveria receber um benefício social na manhã de ontem. O dinheiro seria para comprar remédios utilizados em período pós-parto. Ela, que estava acompanhada do marido, e a recém-nascida não receberam nenhuma ajuda.
“Da porta disseram apenas que não está funcionando. Não falaram mais nada”, disse ela, que ficou sabendo pela reportagem o motivo para ficar sem atendimento. A família teve de ir de táxi até outra agência no município de Ananindeua.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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