Dezenas de amigos, familiares e vizinhos lamentaram a morte do jovem. Considerado como um rapaz querido e trabalhador, todas as noites a vítima fechava o seu comércio e ia deixar a namorada na casa dela e depois seguia para a sua residência. No início da madrugada de ontem (14) foi diferente.
Passava de meia-noite e o adolescente de 17 anos realizava as mesmas tarefas no encerramento de expediente, mas quando saía com a companheira um carro de cor preto se aproximou e o motorista sacou uma arma de fogo e desferiu quinze tiros em sua direção. O jovem não resistiu e morreu no local, caído de bruços na pista e parte do corpo na sarjeta.
O homicídio foi no cruzamento das passagens Joana D’arc com Rui Barbosa, no bairro do Guamá, em Belém. A namorada da vítima saiu ilesa e o assassino fugiu para destino ignorado e deixando apenas uma evidência no cenário do crime: um projétil de pistola ponto 40, de uso restrito.
Segundo investigações preliminares do delegado da Polícia Civil Dauriedson Bentes, da Divisão de Homicídios (DH), o adolescente pode ter sido morto supostamente por engano. “Os familiares e amigos dele, assim como os vizinhos aqui acreditam que o assassino tenha confundido a vítima com outra pessoa e o matou por engano. Ele não teria envolvimento com a criminalidade, não tinha vícios, nem estaria recebendo ameaças. Trabalhava e estudava”, disse.
Conforme a autoridade policial, o criminoso pode ter agido sozinho, mas sua identidade permanece desconhecida. “As testemunhas disseram que ele estava fechando o mercadinho, que era dele e da namorada, quando o carro se aproximou e o próprio motorista atirou na vítima e fugiu. A moça correu e não foi atingida”, concluiu.
MISTÉRIO
Tanto a identificação do assassino quanto o modelo do veículo e placa ainda são um mistério para a polícia. Durante a perícia realizada pelos peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foi encontrado apenas um vestígio da arma usada.
“Foram ao todo quinze lesões, que atingiram braços, pernas, costas e peito. Nenhum foi na cabeça. Todos os tiros foram de pistola ponto 40, mas encontramos um projétil, que será levado para exame de balística”, explicou Overlan Bastos, perito criminal.
O corpo do jovem foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso deverá ser investigado pela Seccional Urbana do Guamá.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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