O técnico em eletrônica e portador de deficiência física Valdemir Monteiro dos Santos, de 49 anos, chegava na casa de uma mulher, após pedir carona de moto a um amigo. Quando chegava ao destino, um homem de identidade ainda desconhecida e por motivos ainda não esclarecidos o assassinou com dois tiros e ainda desferiu várias pedradas, todos em seu rosto.
O crime foi no final da noite do último sábado (14), por volta das 23h, na rua 13 do Conjunto Carlos Marighella, no bairro do Aurá, em Ananindeua. Segundo informações preliminares, a vítima pode ter sido alvo de uma emboscada. Testemunhas não a reconheceram como sendo morador daquela redondeza.
Caído do meio da via de lama e mal iluminada, Valdemir não teve nenhum pertence roubado pelo assassino. Nas costas, ele carregava uma mochila preta contendo peças de roupa e, nos bolsos, estavam os documentos, dinheiro e um aparelho celular.
De acordo com informações do cabo da Polícia Militar (PM) Sidney Alves, da 3ª Companhia (Cia) do 29º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o piloto da motocicleta, que seria um amigo da vítima, foi localizado e levado para prestar depoimento na Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) do Aurá.
“Ele veio na garupa da moto e quando chegou aqui foi abordado por uma terceira pessoa, que provavelmente já aguardava sua chegada. O autor dos disparos não foi identificado e fugiu. Provavelmente, foi uma ‘casinha’”, disse o militar.
Segundo investigações iniciais de policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), o homem que o levou não teria nenhuma relação com a morte de Valdemir. Os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves analisaram o cenário do crime e constataram que o criminoso agiu com bastante selvageria.
“Encontramos 2 lesões de tiros no rosto e ele ainda foi atingido com várias pedradas, que também foram no rosto”, explicou Gilberto Almeida, perito criminal.
O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso deverá ser investigado pela UIPP do Aurá.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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