No cenário do crime, não havia mais curiosos. Apenas uma equipe da Polícia Militar (PM) permanecia no local para preservar a área do homicídio. Caído de lado e na beira da pista, o corpo da vítima, que aparentava ter entre 20 e 25 anos, estava em uma poça de sangue e com 2 lesões provocadas por tiros. Nenhum detalhe sequer das circunstâncias do assassinato foram descobertas pela polícia.
O crime foi por volta de 1h20 da madrugada de ontem (16), na travessa São Jorge, que fica localizada na avenida Nossa Senhora da Conceição, no bairro São João do Outeiro, no distrito da Ilha de Outeiro, em Belém. Dos poucos que observavam o cadáver, quando a reportagem estava no local, ninguém o reconheceu como sendo morador das redondezas.
Segundo o sargento da Polícia Militar (PM) Edimauro Navegantes, da 4ª Companhia (Cia) do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), das pessoas questionadas sobre o caso, todas alegaram terem escutado apenas os estampidos dos tiros.
“Ninguém viu nada e nem falou nada pra gente. Nem o conhecem. Os moradores daqui só falaram que ouviram os tiros, mas ninguém sobe dizer como e quem matou o rapaz. Tinha muitos curiosos logo que chegamos, mas todos já foram embora”, disse.
Peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foram acionados para realizarem as análises de levantamento de local de crime. A vítima, que trajava bermuda jeans azul escura, camiseta vermelha, sandálias azuis claras, não portava nenhum documento que pudesse identificá-lo. “Não havia documentos nos bolsos e nenhum pertence pessoal. Ele foi atingido com um tiro por trás do pescoço e outro na mão”, explicou Marco Antônio, perito criminal.
Sem identificação, sem parentes, namorada(o) e amigos lamentando sua morte trágica, o corpo da vítima foi removido como ignorado para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O caso deverá ser investigado pela Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) de Outeiro.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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