O dono da uma panificadora muito frequentada por moradores do bairro do Guamá foi alvo de matadores na noite deste sábado. Quatro tiros mataram Jadson Ferreira Cunha, de 37 anos, quando este saía de seu estabelecimento comercial, por volta das 19h.
Latrocínio ou acerto de contas. Estas são linhas de investigações que a Polícia Civil deve adotar para desvendar o crime. A vítima, como de costume, fechou a panificadora e se dirigia até o carro, estacionado na calçada, quando percebeu a aproximação dos assassinos.
Segundo familiares, a vítima estava com toda a renda do sábado, que desapareceu, levando a polícia supor que tenha sido levada pelos criminosos ou afanada por algum curioso que, na tentativa de ajudar, acabou levando a renda da panificadora.
Uma versão levantada no local do crime dá conta de que o panificador, como fazia sempre, fechou o estabelecimento por volta das 19h, e quando se preparava para entrar no carro foi abordado pelos assassinos, que utilizaram uma motocicleta. Eles fizeram 5 disparos, acertando 4 na vítima. Jadson ainda tentou se refugiar embaixo do carro, mas acabou alvejado. Dezenas de curiosos cercaram o corpo até a chegada das primeiras viaturas do 20º Batalhão.
Percebendo que a vítima ainda estava com vida, foi acionada uma ambulância do Samu que ao chegar informou que a vítima já estava sem vida.
Um detalhe interessante chamou atenção dos policiais do 20º Batalhão, que atenderam à ocorrência. Em 2016, meados do mês de abril, um funcionário de Jadson Ferreira foi executado em semelhante situação, no local, por homens em motocicleta e no mesmo horário.
Familiares, amigos e clientes asseguram que vítima era uma pessoa de bem
Clientes, amigos, funcionários e familiares disseram que a vítima era uma pessoa de bem, muito estimada no local e acima de tudo prestativo. “A gente não sabe se ele vinha sendo ameaçado de morte ou se por trás do empreendimento tinha algum negócio ilícito por fora”, confidenciou um amigo de Jadson Ferreira.
Policiais civis que estiveram no local procuraram em vão câmeras de segurança que pudessem ter registrado a ação criminosa. “Aqui não tem. Eles fugiram pela Napoleão Laureano para os lados do Guamá”, informou um mototaxista que pediu para não ser identificado, temendo represálias.
Uma equipe da Divisão de Homicídios, com a delegada Cristina Esteves, fez o levantamento de local de crime, acompanhando uma equipe de peritos do Instituto de Criminalística e remoção. Familiares registraram o crime na Seccional do Guamá.
(J R Avelar/Diário do Pará)
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