Policiais civis deflagraram, na manhã de ontem, a operação Xeque-Mate, que deu cumprimento a 100 mandados de prisão que estavam em aberto. Ao todo, 42 pessoas foram detidas, entre elas alguns que já tinham ficha no sistema penal. Os mandados de prisão foram cumpridos na Grande Belém. A operação, que ocorre desde 2015, tem por objetivo dar celeridade aos cumprimentos a mandados de prisão que ainda estão em aberto no Estado. Os presos responderão a diversos crimes: há homicidas, assaltantes de banco, estupradores entre outros, segundo o diretor de Polícia Metropolitana, da Polícia Civil, delegado Cláudio Galeno.
De acordo com o delegado, a operação é contínua “O objetivo é dar paz à sociedade. A operação não termina, continua até esgotar os mandados em abertos”, falou. Mas o trabalho ainda tende a ser árduo, segundo levantamento do Serviço de Polícia Interestadual (Polinter), ainda há, ao menos, 4 mil mandados de busca em aberto, no Estado.
Entre os presos estava Keleson Junior Azevedo de Oliveira, que estava com nada menos que 3 mandados de prisão a serem cumpridos, um deles era de recaptura, ou seja, tratava-se de foragido da justiça. Policiais civis da Cremação foram ao endereço, mas lá constatou que ele já estava recolhido ao sistema penitenciário e ganharia sua liberdade exatamente no dia da operação.
“Ele está no PEM III (Presídio Estadual Metropolitano III) mas estava preso com o nome verdadeiro dele, que é Enio Nogueira de Oliveira e a esposa havia publicado nas redes sociais que ele sairia (em liberdade) hoje”, falou o delegado Aldo Botelho, diretor da delegacia. Keleson ou Enio sequer viu a porta da esperança se abrir. Como Enio, ele ganhou sua liberdade em uma identidade, mas permanecerá recluso como Keleson. “Nós comunicamos a situação dele ao juiz, então ele como Keleson, que possui 3 mandados de prisão, vai continuar preso cumprido a pena determinada”, explicou o delegado.
A Polícia Militar também participou da operação em conjunto com a Polícia Civil.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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