Paralela à Operação Xeque-Mate, a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) em conjunto com a Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), da Polícia Militar, deflagrou operação para combater o tráfico de drogas nos bairros da Pedreira e Telégrafo, em Belém. Foram 4 mandados de busca e apreensão que resultaram em uma prisão em flagrante e a apreensão de 377 “pacotinhos” de pasta base de cocaína, avaliadas em mais de R$ 3 mil.
Flávio Fernandes do Amaral foi preso em flagrante em um imóvel alugado, no bairro do Telégrafo. De acordo com o delegado Jarson Silva, da Denarc, durante as buscas no local, um saco plástico foi encontrado, possivelmente, contendo barrilha, que é um insumo utilizado para a produção da cocaína. O indício logo despertou as suspeitas dos policiais.
Ao ser indagado, Flávio se rendeu e apontou o esconderijo dos entorpecentes. Eram 377 “pacotinhos” de pasta base, prontas para serem comercializadas, que estavam armazenadas em um balde, embaixo de entulhos. “Fomos até uma área externa da casa e encontramos um balde que estava com as drogas”, relatou Jarson. A comercialização das drogas é atrativa devido ao alto lucro do comércio ilegal. Cada peteca, por exemplo, seria comercializada no valor de R$ 10, aproximadamente, um total de R$3.770 de lucro.
Dono do imóvel onde estava a droga prestou esclarecimentos
Aos policiais, Flávio Fernandes do Amaral explicou que a mercadoria pertence a um traficante do bairro. Segundo o delegado, o tal traficante já está sob investigação. “O criminoso apontado já responde a outros 2 processos”, revelou o delegado Jarson Silva. Flávio foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, já que apenas o ato de guardar drogas configura o crime, conforme o artigo 33 da lei 11.343/06, do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad).
O dono do imóvel, que também reside na vila, foi encaminhado para a Denarc para prestar depoimento. Já no bairro da Pedreira, nenhuma pessoa foi presa. A polícia cumpriu 3 mandados de busca e apreensão as residências alvo, mas os investigados já não estavam nos endereços.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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