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POLÍCIA

Líder comunitário é executado com tiro na cabeça

A Polícia Civil, por meio do delegado Paulo Benício, investiga um homicídio que está repercutindo de forma negativa na cidade de Castanhal, região do nordeste paraense. A vítima foi o líder comunitário João da Silva, de 48 anos, morto com 3 tiros na cabeç

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A Polícia Civil, por meio do delegado Paulo Benício, investiga um homicídio que está repercutindo de forma negativa na cidade de Castanhal, região do nordeste paraense. A vítima foi o líder comunitário João da Silva, de 48 anos, morto com 3 tiros na cabeça. O crime aconteceu na noite de quarta-feira (22), por volta das 21h, no Conjunto Parque dos Buritis. João da Silva estava em frente à casa de um vizinho, sentado numa cadeira, quando foi assassinado na frente de 3 testemunhas. “A vítima conversava com algumas pessoas quando 2 desconhecidos se aproximaram e um deles efetuou 3 tiros na cabeça da vítima, sendo que um dos disparos acertou do lado direito, bem próximo a fronte”, disse o delegado Paulo Benício.

A dupla deixou uma bicicleta em certo ponto, seguiu andando em direção ao João da Silva e anunciou um assalto. “Acredito que não se tratou de um assalto, pois nada foi roubado da vítima. Talvez anunciaram o assalto para tentar dificultar as investigações”, acredita o policial civil.

Ainda de acordo com o delegado, os criminosos pegaram a bicicleta e fugiram do local. Os autores já teriam sido identificados, mas seus nomes não foram divulgados. A guarnição do sargento Adilson, formada ainda pelo cabo Baia, da Polícia Militar, esteve no local, realizou buscas, mas nenhum suspeito de envolvimento no crime foi encontrado. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). Familiares não informaram os locais de velório e sepultamento.

Como líder comunitário, João da Silva se preocupava com a segurança dos moradores do Parque dos Buritis e sempre pedia ronda policial pelo conjunto, atitude que poderia ter provocado a ira de alguns bandidos. “João da Silva era uma pessoa do bem, não possuía antecedentes criminais. Ele era líder comunitário e zelava pela segurança do conjunto em que residia. A gente não descarta que isso possa ter incomodado alguns criminosos. Baseado nessas informações, vamos investigar para dar uma resposta positiva o mais rápido possível para a sociedade”, finalizou o delegado Paulo Benício.

(Tiago Silva/Diário do Pará)

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