O delegado Márcio Meira Mayer, da delegacia de Polícia Civil do município de Pacajá, na região sudoeste do Estado, tem em mãos uma informação precisa para desvendar o assassinato de Andreazio de Souza Ferreira, de 36 anos, morto a pauladas e facadas dentro de sua residência na vila Bom Jesus periferia de Pacajá.
O crime, sábado à noite (25) foi registrado como homicídio por Mariza Pereira Doval, companheira da vítima. Ela contou que estava deitada com ele quando 4 homens bateram na porta e Andreazio foi abrir. “Quando ele abriu a porta, do nada, os 4 homens passaram a golpeá-lo com facadas no pescoço e deram diversas pauladas na cabeça. Não deram qualquer chance para ele se defender. E, em seguida, saíram tranquilamente como se nada tivesse acontecido”, relatou Mariza Pereira.
No relato, a companheira da vítima disse que identificou pelo menos 2 dos criminosos. Os outros 2 também estão sendo procurados pela polícia. A mulher disse que, mesmo com muito medo, conseguiu ver toda a cena do crime. Ela fugiu pela porta da cozinha para pedir ajuda aos vizinhos, mas nenhum deles se meteu na confusão.
“Desesperada, eu fui até a casa de meu sobrinho, que me ajudou a vir até minha casa, onde já encontrei meu companheiro sem vida e envolto em uma poça de sangue”, disse Mariza Pereira. Questionada na delegacia sobre a motivação para o crime, ela foi enfática. “Foi por causa da maldita droga que ele vendia há 2 meses aqui e isso deve ter desafiado eles (matadores), que fazem o mesmo”, relatou a testemunha.
Mesmo sabendo que corre risco de vida, Mariza Pereira Doval garantiu que os autores do crime contra seu companheiro viram que ela testemunhou o homicídio, mas não deram importância e, no dia seguinte, foram vistos na vila “como se nada tivesse acontecido”.
REMOÇÃO
O corpo de Andreazio de Souza Ferreira foi removido para o IML de Marabá e, depois da necropsia, entregue à família para sepultamento. O delegado de Pacajá vai instaurar inquérito e de posse da identificação dos criminosos pedir na justiça a prisão preventiva de todos envolvidos.
(J.R. Avelar/Diário do Pará)
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