Não é de hoje que a guerra de gangues que infestam o município de Igarapé-Miri na região do Baixo Tocantins vem fazendo vítimas inocentes. Neste sábado, uma criança de 2 anos foi assassinada, depois que bandidos promoveram um tiroteio na rua Jerônimo Werneck, no bairro da Boa Esperança, em Igarapé-Miri.
O crime chocou mais uma vez a população, que já perdeu as contas do número de vítimas que foram assassinadas por conta da guerra das gangues do Cinco Bocas, Rola Papo, Matinha, Boa Esperança e África, que aterrorizam a cidade, impedindo até mesmo o direito constitucional de ir e vir das pessoas.
O crime de homicídio foi registrado por Sheila do Socorro Moraes Teixeira, comunicando na delegacia de Polícia Civil de Igarapé Miri, ao delegado Alexandre Rebelo Clos, que seu filho Cauê Moraes Pinheiro, de apenas 2 anos, foi vítima de homicídio.

Leonardo é o principal suspeito de ter atirado na babá e matado a criança. (Foto: divulgação)
A mãe informou que estava na residência de sua genitora, Cleonilce do Socorro Moraes Rodrigues, quando, por volta das 7h30 deste sábado, foi surpreendida por 6 homens armados, que invadiram a casa pelos fundos, todos armados.
“Dois entraram na residência já atirando e acertaram a babá da criança, conhecida como Suelem, que estava de costas em uma rede. O meu filho estava em pé na porta da casa, quando foi alvejado por um disparo de arma de fogo na cabeça, morrendo na hora”, comunicou Sheila.
Moradores da rua Jerônimo Werneck se assustaram com a quantidade de disparos e logo identificaram os seis homens. Leonardo “filho do sem-terra” e Breno Abreu Quaresma, residente da invasão da Galileia, em Abaetetuba, foram apontados como os homens que atiraram dentro da residência.

Melão também é apontado como integrante da gangue. (Foto: divulgação)
BUSCAS
No lado de fora da casa dando apoio ficaram os homens conhecidos apenas pelas alcunhas de Saci, Melão e Picunha, todos integrantes da gangue da Boa Esperança que são parceiros de Edvan Melo dos Santos, Jhony Rafa da Costa e Mario “filho do Picasso”.
De imediato, o major Hilton Pantoja comandante do destacamento do município mobilizou uma operação policial para prender os envolvidos no crime que chocou os moradores, mesmo aqueles acostumados com a violência que impera há alguns anos no município.

Breno Abreu é apontado como membro da gangue que deu suporte ao crime. (Foto: divulgação)
Uma barca da Rotam e do Grupamento Tático Metropolitano foram deslocados para o município de Igarapé-Miri para localizar os criminosos. O major disse que parte do bando fugiu para o vizinho município de Abaetetuba, enquanto o restante se embrenhou no mato dado a repercussão do fato.
O delegado Alexandre Rebelo Clos abriu inquérito policial no sentido de indiciar o bando, que foi logo identificado, e pedir na justiça a prisão preventiva de todos envolvidos.
(J.R. Avelar/Diário do Pará)
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