O cadáver foi encontrado caído de peito para cima em uma ponte de madeira rodeada de mato e em meio à completa escuridão. Gilson Silva da Silva, 22 anos, ex-detento, foi assassinado com 11 tiros e pode ter sido desovado no local onde foi achado morto. Nenhuma informação das circunstâncias do homicídio e de quantas pessoas podem estar envolvidas no caso foram descobertas pela polícia.
O caso foi no início da madrugada de ontem (12), instantes após a meia-noite, no final da rua Rui Barbosa, que fica localizada no Residencial Tocantins, bairro Parque Guajará, em Belém. Moradores das redondezas não cooperaram com informações e deixaram a polícia com dados insuficientes sobre a morte de Gilson.
A esposa da vítima conversou com a reportagem e acompanhou o trabalho de levantamento de local dos peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Cleide Borges contou que o marido estava com alvará de soltura, mas desconhece se ele estaria sendo ameaçado de morte.
“Quem me falou que ele estava morto foi um mototaxista, quando saí da igreja. Ele respondeu por roubo e era dependente químico. Eu não sei os motivos e nem quem fez isso com ele”, lamentou profundamente e em prantos.
Acionada pelo Centro Integrado de Operações (Ciop), a guarnição do sargento da Polícia Militar (PM) Carlos Alberto, pertencente a 3ª Companhia (Cia) do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada para atender um chamado de moradores que escutaram disparos de arma de fogo. Ao verificarem a denúncia, encontraram o corpo da vítima. “Ninguém sabe como o crime aconteceu. Viemos até aqui porque moradores ligaram para o Ciop, dizendo que ouviram tiros, mas ninguém viu nada”, disse o militar.
DISPAROS
Devido o local ser estreito, com madeiras lisas e úmidas e por conta da escuridão, o corpo da vítima foi retirado e colocado na pista, para que pudesse ser analisado pelos peritos criminais. Segundo o perito criminal Jorge Lopes, havia evidência de que Gilson não foi morto no local onde foi encontrado.
“Havia rastros pelo caminho e na ponte. Tudo indica que ele não foi morto na ponte, mas foi baleado em outro lugar e arrastado até lá. Ele foi atingido com 11 tiros. Os disparos atingiram as costas, peito e principalmente na cabeça”, explicou.
Após a perícia, o cadáver foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O homicídio deverá ser investigado por policiais civis da Seccional Urbana de Icoaraci.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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