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POLÍCIA

Ninguém foi preso por latrocínio em consultório

Até o início da tarde desta quinta-feira (16), ninguém foi preso por participação no latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido em um consultório odontológico, localizado na travessa Vileta, entre as avenidas Almirante Barroso e 25 de Setembro, no bairr

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Até o início da tarde desta quinta-feira (16), ninguém foi preso por participação no latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido em um consultório odontológico, localizado na travessa Vileta, entre as avenidas Almirante Barroso e 25 de Setembro, no bairro do Marco, em Belém. O crime aconteceu na tarde de quarta-feira (15).

De acordo com informações da Polícia Civil, as imagens de segurança de estabelecimentos próximos ao local do crime já foram solicitadas para ajudar nas investigações, que estão em andamento.

A dentista Marta Nunes Pinto continua internada e, por esse motivo, ainda não prestou depoimento. Eoláio Carneiro da Silva, marido de Marta, foi assassinado durante o assalto.

Caso alguém tenha alguma informação sobre os suspeitos de cometerem o crime é só ligar para o Disque Denúncia, no número 181. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

A DINÂMICA DO CRIME

O sargento PM Romero Tavares relatou que o homem que cometeu o latrocínio esteve no consultório pela manhã, ontem, se passou por paciente para estudar o local do crime. Fez algumas perguntas, pediu informações e saiu. “Ele veio ao local às 9h30 e retornou por volta do meio-dia”, disse o policial.

De volta ao consultório a odontóloga desconfiou do suspeito e telefonou para o marido, Eolaion Silva. Pediu apoio, pois estava correndo o risco de ser assaltada. Ele trabalhava a poucos metros do consultório da esposa e foi ajudar. Quando entrou no estabelecimento foi recebido com um tiro no queixo. Em seguida, já caído no chão, levou outro disparo que o atingiu na cabeça.

Em uma análise preliminar, a perícia constatou que ele foi morto sem chances de defesa. “Não foi encontrada nenhuma lesão com característica de quem tenta se defender, no corpo da vítima. Foi baleada assim que chegou”, disse o perito Ivanildo Rodrigues. “A vítima foi morta na recepção e teve o corpo arrastado para dentro do consultório”, concluiu o perito.

Um terceiro tiro foi disparado pelo bandido. A bala atingiu a perna da odontóloga, que foi socorrida e levada para um hospital particular. Segundo a polícia, ela não sofria risco de morte. Também não foi possível, no primeiro momento, identificar qual a arma usada no crime. Após o assassinato o suspeito roubou os pertences pessoais de pacientes e também a renda do consultório.

FUGA

Antes de deixar o estabelecimento, o assassino pegou o HD do computador onde se gravava as imagens das câmeras de segurança. Essa medida, segundo a polícia, tem sido uma prática comum dos assaltantes que levam o HD para dificultar o acesso a imagens que possam identificá-los.

Segundo o sargento Tavares, testemunhas disseram que um casal em uma motocicleta e mais um táxi esperava pelo suspeito do lado de fora. Todos fugiram.

(DOL)

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