No intervalo de meia hora, entre 16h e 16h30, 2 homens foram executados em Belém, na tarde de ontem (9). Os crimes aconteceram nos bairros da Marambaia e Castanheira, que são vizinhos. E, nos 2 casos, testemunhas atribuem os assassinatos aos ocupantes de um carro prata.
No Castanheira, a vítima foi Tauã da Silva Rodrigues, 21, que já tinha sobrevivido a 2 atentados do famigerado veículo, mas dessa vez não conseguiu escapar dos tiros, que lhe atingiram a cabeça. Os crimes foram registrados na Seccional da Marambaia e equipes da Divisão de Homicídios deram início às investigações. Os corpos das vítimas foram removidos para o Instituto Médico Legal.
Não é possível afirmar se há alguma relação entre os 2 homicídios, porém chamou a atenção da polícia o fato deles terem acontecido num curto intervalo de tempo e em áreas relativamente próximas. Além disso, sempre presente a figura do carro prata. As investigações devem apontar se os atiradores eram os mesmos nos dois casos.
Na Marambaia, a vítima foi Bruno Levi Souza da Costa, de 20 anos. Ele foi baleado e morto na Rua 1º de Agosto. O corpo ficou caído na calçada. Apesar do local ficar cercado de moradores que estavam curiosos e assustados com o que aconteceu ninguém comentava o que tinha ocorrido, prevalecendo, portanto, a “lei do silêncio”.
“Temos apenas o relato de que foi o carro prata que passou”, disse o subtenente PM Paulo, do 1º Batalhão de Policiamento Militar.

No local, moradores preferiram obedecer a “lei do silêncio”. (Foto: Mário Quadros)
Vítima já havia escapado 2 vezes da morte, após ser atacada a tiros
Os moradores também ficaram assustados com o som dos tiros disparados contra Tauã da Silva Rodrigues, 21 anos. Ele já havia sofrido 2 atentados cometidos por homens de dentro de um “carro prata”. Mas dessa vez a história teve um desfecho diferente: a execução foi consumada.
Praticamente todos os tiros que disparam contra Tauã, atingiram-lhe a cabeça, deixando o rosto totalmente desfigurado. Uma imagem forte, mas que foi vista por dezenas de moradores que observavam o trabalho da perícia criminal.
Tauã foi morto praticamente no mesmo local onde foi atacado da última vez: na Rua Mariano, no final da avenida João Paulo II. Na ocasião passada, ele levou 8 tiros, foi socorrido e levado para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, onde passou por cirurgia e teve alta médica.
Segundo policiais militares, no local, vizinhos comentavam que ele passou a frequentar uma igreja, assim que sobreviveu ao penúltimo atentado.
(Denilson D`almeida/Diário do Pará)
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