A vítima foi vista correndo para tentar escapar de tiros vindos de dentro de um carro de modelo, cor e placa ainda desconhecidos. Mas acabou sendo alcançada e baleada 6 vezes. Bruno dos Santos Gomes, 26 anos, ajudante de pedreiro, foi mais uma vítima de homicídio, para colocar na conta dos dados alarmantes da insegurança pública em todo o Estado do Pará.
O caso foi registrado no final da noite da última quarta-feira (12), às 23h, na esquina das ruas São Bento com Betânia, no bairro do Bengui, em Belém.
O cenário foi a área do Mercado Municipal do Bengui e feira do bairro, nas proximidades de uma praça. Os autores do crime e suas razões ainda não foram descobertos pela polícia.
Raimundo Gomes, pai de Bruno, conversou com a reportagem do DIÁRIO e lamentou profundamente a morte trágica do filho. Em um curto depoimento, ele declarou que a vítima era dependente químico e que desconhece os motivos para alguém matá-lo.
“Ele morava comigo, era usuário de drogas, mas trabalhava como ajudante de pedreiro. Pelo o que eu sei ele não estava sendo ameaçado de morte”, disse.
Equipes da 1ª Companhia (Cia) do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionadas e isolaram o local do homicídio. Segundo o sargento da Polícia Militar (PM) Luiz Jorge, as primeiras informações do caso foram incertas.
“Ninguém soube entrar em um consenso da cor do carro, se era preto, prata ou cinza. Sabemos que ele foi perseguido e morto por pessoas que estavam no veículo. Depois de matarem o rapaz os criminosos fugiram sem serem identificados”, falou.
Dezenas de curiosos observavam o corpo coberto com pedaços de papelão enquanto os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves faziam o levantamento de local de crime. Nenhum vestígio dos atiradores foi encontrado.
“Ele foi atingido com 6 tiros, que acertaram a cabeça, braços, abdômen, pernas e as costas. Vasculhamos a área, inclusive, de onde começaram os tiros, mas não achamos nenhum projétil ou cápsula de munição de arma de fogo”, explicou Gilberto Almeida, perito criminal.
Investigadores da Divisão de Homicídios (DH) colheram depoimentos do pai de Bruno, dos policiais militares que atenderam a ocorrência e de testemunhas do fato. As informações apuradas foram encaminhadas para a Delegacia do Bengui, que ficará responsável pelo inquérito policial do caso. O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML).
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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