O carro era vermelho e os 4 ocupantes além de portarem pistolas calibre ponto 40 escondiam os rostos usando máscaras de palhaço.
O alvo deles foi Joisycleia Souza Correa, de 30 anos, doméstica. Segundo testemunhas, ela estava caminhando na rua quando acabou sendo assassinada com 11 tiros. Nenhuma pista do paradeiro e identidade dos mascarados ainda foi descoberta pela polícia.
Diante das dezenas de moradores assustados com a violência, estava o corpo de Joisycleia caído, na passagem Hermínia, bairro Sacramenta, em Belém, que foi morta no início da madrugada de ontem (13). De bruços e com o rosto projetado para a vala, a vítima não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo sem qualquer chance de receber socorro médico.
Ainda emocionada com a brutalidade em que a filha foi morta, Josiane de Fátima, mãe da vítima, contou que a vítima era dependente química, mas nunca teria sido presa e nem teria motivos para ser morta.
“Ela era viciada, mas nunca foi presa e nem devia pra ninguém. Trabalhava com serviços domésticos e tinha um filho de 6 anos, que ainda nem sabe que a mãe morreu. Ele está dormindo enquanto ela tá aqui morta”, declarou.
De acordo com informações do cabo da Polícia Militar (PM) Ueliton Pereira, da 1ª Companhia (Cia) do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), os moradores escutaram vários disparos de arma de fogo e teriam visto um veículo de cor vermelho saindo em alta velocidade após o crime.
“Quando chegamos os moradores daqui contaram que um carro vermelho passou e os atiradores deram vários disparos na vítima. Ninguém informou o modelo e nem placa. Só afirmaram que era vermelho”, disse.
Bandidos ainda ordenaram que testemunhas entrassem em suas casas “Os moradores de uma casa disseram que os quatro atiradores estavam usando máscaras de palhaço e ainda mandaram todos entrarem em suas casas. Até o momento não temos informações das identidades deles e nem localização”, explicou o delegado da Polícia Civil Dauriedson Bentes, da Divisão de Homicídios (DH). Durante o levantamento de local, os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves recolheram várias cápsulas de pistola calibre ponto 40. “Encontramos perto do corpo vários estojos de pistola ponto 40, que foram arremessados durante os disparos feitos contra a vítima. Ela foi atingida com 11 tiros e as lesões foram em todas as regiões do corpo. Só na cabeça foram 4”, esclareceu Gilberto Almeida, perito criminal. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso deverá ser investigado por policiais civis da Seccional Urbana da Sacramenta. |
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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