A Polícia Civil concluiu ontem as investigações sobre ameaças direcionadas a um padre do município de Breves, na ilha do Marajó. Por meio de ligações feitas de um telefone não identificado, o sacerdote foi ameaçado de morte, no final do mês de fevereiro deste ano.
As investigações mostraram que as ligações foram feitas a partir do telefone celular de uma adolescente de 15 anos, ex-coroinha e ex-integrante de grupos vinculados à Paróquia de Sant'Ana, onde o padre exerce suas funções. A adolescente confessou o crime, sob alegação de que pretendia se vingar do padre.
Segundo a adolescente, em depoimento prestado ao delegado Geraldo Pimenta Neto, o padre teria ido até sua casa para se queixar de seu comportamento para a avó da menor. Ouvido no inquérito, o padre confirmou ter ido conversar com a avó da garota.
O delegado explica que, para chegar até a adolescente, foi preciso requisitar a quebra de sigilo telefônico e efetuar outras investigações, já que as ligações foram feitas de um telefone com identificador suprimido, o que impossibilitava a identificação do telefone de onde foi feita a ligação.
Com as investigações, a Polícia Civil chegou à conclusão de que as ameaças não tem ligação com os trabalhos desenvolvidos pelo padre junto à comunidade da zona rural do município, onde atua no combate à pirataria e exploração sexual infantil.
(com informações da Polícia Civil)
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