início da tarde de ontem (3), na Praça Eduardo Angelim, no bairro da Pedreira, em Belém. Olhando sob uma perspectiva diferente, o que mais chamou a atenção não foi a “lei do silêncio”, nem o fato de ter sido mais um jovem assassinado na capital paraense, e sim os inúmeros – talvez até unânimes – comentários sobre a morte do rapaz.
As testemunhas pareciam “esperar” pelo desfecho trágico e, quando ele chegou, observaram com curiosidade o trabalho de peritos criminais. “Acho que ele já estava marcado para morrer”, ressaltou uma das dezenas de testemunhas que, obedecendo à “lei do silêncio”, correu quando a reportagem solicitou sua identificação.
O rapaz, inclusive, respondia a processo por furto e teria uma audiência no próximo dia 28 de junho. O sargento PM Jesaias, da 2ª Companhia do 1º Batalhão de Policiamento Militar, ressaltou que quando a guarnição chegou na praça Luiz Carlos já estava morto. A praça foi cercada por pessoas que tinham ido olhar o que aconteceu e também se certificar que a vítima do homicídio era Luiz Carlos.
PERITOS ENCONTRARAM UMA FACA COM A VÍTIMA
Apesar de próximo a praça funcionarem diversos estabelecimentos comerciais, inclusive lanchonetes, mercadinhos e padarias, a polícia não conseguiu obter mais informações sobre como o crime foi cometido.
Coube à perícia criminal desvendar o caso, e assim o fez. O perito Mariluzio Moreira informou que Luiz Carlos Almeida da Silva, 20 anos, levou 2 tiros na nuca. “Um dos disparos foi feito de perto e outro a uma média distância do rapaz”, apontou.
Não foi possível identificar o calibre ou tipo de arma usada na execução, mas os estojos das munições foram coletadas no local e serão analisadas.
Luiz portava uma faca, que estava enferrujada.
(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)
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