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POLÍCIA

Bombeiro leva três tiros e perde a vida

O sargento do Corpo de Bombeiros Roberto de Jesus Pantoja Bahia, de 44 anos não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de ontem, em um hospital particular, em Belém, depois de ser vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). O crime ocorreu no início

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O sargento do Corpo de Bombeiros Roberto de Jesus Pantoja Bahia, de 44 anos não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de ontem, em um hospital particular, em Belém, depois de ser vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). O crime ocorreu no início da noite de quinta-feira (11), quando o militar estava falando ao telefone em frente à sua casa, na passagem das Flores, bairro do Bengui. Foi surpreendido por 2 homens armados.

Um familiar de Roberto, que preferiu não se identificar, disse que o crime teria ocorrido por volta das 18h. A vítima estava em pé na calçada falando ao celular em frente ao estabelecimento comercial em que era proprietário quando os 2 motoqueiros chegaram. A dinâmica do crime é parcialmente desconhecida, já que a vizinha estaria com medo de dar detalhes do que viu. “O pessoal saiu correndo quando aconteceu. Ninguém quer falar nada porque tem medo. Foi tudo muito rápido”, disse um familiar da vítima.

O militar teria tentado correr dos assaltantes, que então atiraram. Dois disparos acertaram a vítima e os bandidos fugiram. Roberto foi socorrido com vida e levado a um hospital particular no bairro do Marco.

Ainda segundo parente da vítima, os homens tentaram roubar a moto do sargento, mas não conseguiram e acabaram levando o celular. O familiar também acrescentou que Roberto era querido pela vizinhança. “Ele sempre ajudou a população aqui. Todo mundo gostava dele. Quando acontecia algum acidente, ele sempre saia correndo para ajudar”, relembrou, com os olhos vermelhos.

LAMENTO

De acordo com o Tenente Coronel Francês, que esteve no hospital com a família e colegas de farda, Roberto atuava na corporação há 24 anos e atualmente atuava no quartel de São Miguel do Guamá, que fica distante 150 quilômetros de Belém, onde morava com a esposa e 2 filhos adolescentes. Ele lamentou pela perda do colega. “Trabalhamos juntos e sempre foi um militar disciplinado e dedicado. Infelizmente, tornou-se mais uma vítima da violência que provoca esta sensação de impunidade”, falou.

Em frente ao local do crime, familiares e colegas aguardavam informações póstumas. O assassinato do bombeiro chocou e entristeceu a vizinhança. “Éramos muito amigos, ele era um parceiro, sempre ajudava todo mundo aqui. Ele era remista, mas ainda assim, no dia do jogo (decisão do Parazão 2017), colocou a televisão aqui na frente da casa dele para todos assistirem”, lembrou o vizinho, Nelson Cardoso.

Nelson disse estar preocupado com a violência da região, onde os moradores tem que se recolher dentro de suas casas durante a noite. “Eu estava em casa quando ouvi os disparos e vim para frente olhar, era ele caído no chão, eu já ouvi a gritaria da esposa e dos filhos, foi muito triste. É muito preocupante esta situação, viatura da polícia passa aqui de vez em quando, mas a bandidagem está por aqui de vez em sempre. Quando dá 19h, já fica complicado sair na rua”, disse o vizinho

(Emily Beckman/Diário do Pará)

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