Ainda não há informações sobre o estado de saúde de Willys Miranda Mendonça, médico que foi perseguido na noite de quarta-feira (10) por policiais militares depois de, supostamente, fugir da guarnição. O profissional da saúde somente parou o seu veículo em frente à sua residência, na travessa Angustura, bairro do Marco, de onde desembarcou com um ferimento de teor desconhecido nas costas. A Polícia Civil irá apurar o caso.
O DIÁRIO foi até a casa do médico, local onde a perseguição teve fim. Atravessado na calçada, o veículo Honda Civic continuava onde o médico o deixou. Era possível visualizar uma marca de tiro porta direita traseira, além de outras 4 perfurações menores na traseira do para-choque, além de demais danificações no luxuoso carro, como amassados e a frente avariada. O médico estava ferido e foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência.
Enquanto isso, na casa do médico fomos informados que a família de Willys encontrava-se em um hospital. Mais informações como, por exemplo, seu quadro clínico, não foram divulgadas.
VÁRIOS TIROS
Na rua, um vizinho contou que ouviu o som de vários disparos sendo dados pelas proximidades da casa do médico. “Eu já ouvi esses tiros pela Lomas Valentinas. De repente pararam e, quando fui perceber, recomeçaram e o carro já estava na porta da casa dele. Havia muitas viaturas da polícia e uma ambulância”, contou o morador, que preferiu não se identificar.
ENTENDA O CASO
- A perseguição iniciou após uma abordagem ao motorista do veículo que estava na Rua dos Mundurucus, mas ele teria arrancado com o carro do local. Na fuga, o médico Willys Miranda Mendonça ainda bateu em um caminhão que estava parado em uma borracharia. A fuga prosseguiu e a perseguição dos policiais também. O médico chegou então em frente à sua casa, na travessa Angustura com Almirante Barroso, onde parou o carro e o deixou atravessado sobre a calçada.
- No local, os policiais fizeram nova abordagem e Willys alegou que estava passando mal. Desembarcou com um ferimento nas costas. Ainda não foi confirmado se provocado por tiros.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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