Vanderson Lucas de Oliveira, 21 anos, foi executado a tiros, próximo da residência onde morava, na Rua Jader Dias, Conjunto Nova Esperança, em Ananindeua.
Segundo testemunhas do crime, os atiradores seriam 3 homens que estavam em um carro preto. Nenhuma outra informação foi repassada à polícia, prevalecendo a “lei do silêncio” no local – o que é comum após os homicídios em que aparece a figura do carro preto ou do carro prata. A vítima estava em liberdade provisória, respondia a processos na Justiça por tráfico de drogas.
Inclusive, usava uma tornozeleira de monitoramento do Sistema Penal. O caso foi registrado na Seccional Urbana da Cidade Nova. Até o momento em que a reportagem esteve no local do crime, nenhum morador local ou testemunha se arriscou a fornecer qualquer relato sobre a dinâmica do crime.
O tenente PM Augusto, da 4ª Companhia do 6º Batalhão de Policiamento Militar, informou que a guarnição foi acionada pelo Ciop (Centro Integrado de Operações Especiais), às 16h30, para verificar a denuncia de um suposto homicídio naquele lugar.
“Às 16h35 nós chegamos ao local e a vítima já estava morta. Tudo o que disseram para a gente foi que os suspeitos estavam num carro preto, mas ninguém soube indicar a placa ou o modelo do veículo”, ressaltou o oficial militar.
Familiares de Vanderson estiveram no local do crime e fizeram o reconhecimento do corpo e forneceram a identificação da vítima. O chefe de operações da Seccional da Cidade Nova, investigador Moreira, também foi ao local do crime para levantar informações que possam ajudar nas investigações.
“Há cerca de um mês recebemos informações por meio do Disque-Denúncia (181) que Vanderson estaria vendendo drogas aqui no conjunto”, comentou o policial civil.
Para a polícia, as características do crime indicam que se trata de uma execução e que a arma utilizada pelos atiradores pode ser um revólver, uma vez que não foi encontrado nenhum estojo de munição no local do crime. O cadáver foi removido para o Instituto Médico Legal.
(Denilson D`almeida/Diário do Pará)
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