Até o final da tarde desta quinta-feira (01), 15 militares envolvidos na ação que resultou na morte de 10 trabalhadores rurais no ultimo dia 24, no município de Pau-D'Arco, no sul paraense, já haviam sido ouvidos pelo tenente coronel Edivaldo Santos, Corregedor Regional, na sede da Corregedoria, em Redenção, no sudeste paraense, em um inquérito que corre paralelamente à investigação da Polícia Civil. Eles começaram a ser ouvidos na manhã de hoje.
Nos primeiros depoimentos feitos no inquérito, os policiais sustentaram a versão de que agiram em legítima defesa, após serem recebidos a tiros pelas vítimas.
De acordo com informações da Polícia Militar, os demais devem ser ouvidos dentro do prazo legal, que é de 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20.
As mortes ocorreram durante o cumprimento de mandados judiciais na fazenda Santa Lúcia, na região rural do município. Ao contrário do depoimento dos policiais, testemunhas ouvidas na investigação do caso afirmam que os policiais atiraram primeiro. Outras entidades, como movimentos sociais, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e mesmo deputados estaduais também afirmam que vários indícios apontam que o caso se tratou de uma chacina, e não de um confronto.
Tanto o inquérito da Polícia Civil quanto da Corregedoria da PM aguardam ainda o resultado dos laudos periciais do caso, que deverão apontar de que armas saíram as balas retiradas dos corpos das vítimas, de que distância foram dados os tiros e se houve disparo recente das armas encontradas em poder do grupo de invasores.
(DOL com informações da Agência Pará)
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