Ninguém está seguro no Pará. E quem diz isso é a própria Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). Segundo dados da Segup, foram registrados na capital, somente em abril último, 4.006 roubos. Isso quer dizer, entre outros, que 133 pessoas são roubadas a cada dia no Pará e 6 são vítimas de assalto por hora, em 1 dia. A área de maior incidência desse tipo de crime, considerando o mês de abril em 2016 e em 2017, continua sendo a 10ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP), que reúne os bairros Mangueirão, Benguí e Parque Verde, segundo o balanço divulgado.
Na sequência destacam-se os seguintes bairros, pela ordem: Marco, Pedreira, Curió-Utinga, Sacramenta, Telégrafo, Marambaia, Castanheira e Souza, todos em Belém. No mês de abril, 44,7% dos roubos na capital ocorreram nos bairros cobertos pelas 10ª, 9ª, 8ª e 7ª Áreas Integradas. Os números são coletados e analisados pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac) e podem ser bem maiores, considerando que há outras tantas subnotificações.Aos finais de semana e durante os dias úteis, a partir de 18h, várias delegacias não funcionam. Apenas as centrais de flagrantes, que são poucas e distantes dos bairros periféricos. Ou seja, se você for assaltado no Benguí ou Pratinha, e se o objeto subtraído for de valor inexpressivo, a vítima se limitaria apenas a fazer um boletim de ocorrência pela internet, para fins burocráticos e não para abertura de inquéritos.
Para tentar coibir esses números, órgãos de segurança pública do Estado iniciaram na sexta-feira (02) uma operação “Rede de Proteção ao Cidadão”, em toda a Grande Belém. Porém, com dia e hora para acabar. Ela encerra neste domingo. A base operacional das ações de prevenção de crimes na capital é a badalada avenida Visconde de Souza Franco, bairro Umarizal. As atividades ostensivas envolvem 5 dos 6 batalhões do Comando de Policiamento da Capital (CPC). Cerca de 700 militares estarão envolvidos nos três dias de trabalho.
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(Diário do Pará)
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