A assessoria de comunicação da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) divulgou, ontem, números estarrecedores: entre 1 de janeiro de 2016 e o fechamento dessa edição 46 fugas foram registradas no regime fechado das unidades prisionais localizadas na Região Metropolitana de Belém. No período, 371 detentos escaparam, sendo que apenas 140 foram recapturados. Ou seja: há 231 homens condenados e perigosos que, no entanto, estão soltos nas ruas. Outros 18 morreram quando tentavam fugir.
Os dados foram divulgados após questionamentos do DIÁRIO, depois que a própria Susipe garantiu que, no domingo (11), 48 presos haviam escapado do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará I, em Santa Izabel do Pará, Região Metropolitana de Belém. Dois presos, identificados como Diego Ferreira Mendes e Almir Souza da Silva, morreram baleados, ainda segundo a Susipe. Foram encontradas cápsulas de pistolas calibres PT 40 e PT 380, mas nenhuma arma foi achada no local. Os fugitivos já foram identificados, mas ainda não foram localizados.
A Susipe justifica os preocupantes números usando o termo “desafios”. “A superlotação carcerária é um dos principais desafios do sistema penitenciário de todo o país. O excedente carcerário, sem dúvidas, contribui para ocorrências de fugas e/ ou motins nos centros de detenção de todo o Brasil. A demora na análise processual também é um fator a ser considerado. No Pará, mais de 60% da população carcerária do Estado aguarda julgamento”, diz a nota.
Por outro lado, acrescenta a Superintendência, “o Governo do Estado está investindo mais de R$ 120 milhões na construção de um total de 20 novos centros de detenção, que devem gerar mais de 5 mil novas vagas prisionais”. A capacidade para abrigar detentos no Pará é de 8,6 mil vagas e, no entanto, são 14 mil os homens presos nas cadeias paraenses atualmente.

(DOL e DIÁRIO)
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