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POLÍCIA

Executado em barraco enquanto tomava café da manhã

Tudo o que Francivaldo da Silva Batista, de 38 anos, queria era terminar de pagar sua pena e poder trabalhar para sustentar a família desde que se mudou para a passagem dos Anjos, na comunidade Nova Marituba, bairro de Decouville, na Grande Belém. O sonho

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Tudo o que Francivaldo da Silva Batista, de 38 anos, queria era terminar de pagar sua pena e poder trabalhar para sustentar a família desde que se mudou para a passagem dos Anjos, na comunidade Nova Marituba, bairro de Decouville, na Grande Belém. O sonho da vítima acabou sendo frustrado depois que homens armados invadiram o barraco onde tomava café com a família e o executaram com 3 tiros, na frente dos filhos. Os criminosos fugiram sem deixar pistas.

O crime aconteceu por volta das 7h de ontem. Francivaldo da Silva Batista era do sistema albergado. Ele trabalhava de dia e, à noite, se recolhia a um albergue definido pela Vara de Execuções Penais. “Ele vinha sempre que saía do albergue e todos os dias tomar café com a família”, disse uma vizinha de Francivaldo.

O crime foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Decouville e os levantamentos feitos pela equipe da Divisão de Homicídios, coordenados pelo delegado Eduardo Rollo, vão subsidiar as investigações para descobrir as razões do crime.

Francivaldo da Silva Batista respondia por roubo (artigo 157) no município de Castanhal, onde morava anteriormente. Já estava há 2 meses na categoria de albergado.

O que impressionou no local do crime foi a “lei do silêncio”. Ninguém quis falar que viu os criminosos chegando e fugindo, mesmo o crime sendo cometido às 7h da manhã, com o dia já claro. “Ninguém quer se comprometer aqui”, disse o sargento Lucas.

O perito Jadir Ataíde, do Instituto de Criminalística, disse ao DIÁRIO que Francivaldo da Silva Batista foi atingido com 3 tiros, no braço direito, na axila direita e no rosto. “Não encontramos estojos nem projéteis. Vamos verificar se estão no corpo da vítima para que façamos uma análise do calibre da arma usada”, informou Jadir Ataíde.

(JR Avelar/Diário do Pará)

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