Às margens de um dos braços do Rio Maguari, já no Distrito Industrial, em Ananindeua, o autônomo Paulo Magalhães olhava para o corpo do filho Sidney Monteiro Magalhães, de 26 anos, por quem procurava incansavelmente há 2 dias e ontem, 21, encontrou. “Agora eu já posso descansar”, disse ele, para depois silenciar. O tom dado às palavras mesclavam alívio e dor, mas davam a certeza de que pelo menos agora iria sepultar o jovem.
Na noite de segunda-feira (19), Sidney estava na companhia de 3 amigos quando 5 homens se aproximaram do grupo e começaram a atirar. Sidney foi morto. Em seguida, os assassinos pegaram o corpo do rapaz, colocaram dentro de uma lancha e seguiram pelo rio. O caso foi registrado pela família na Delegacia do Paar e na Seccional da Cidade Nova.
Policiais civis investigam o crime e, segundo os familiares, até agora ninguém foi preso ou identificado. Desde o acontecido, pai, irmãos, amigos e outros familiares procuravam por Sidney dia e noite pelo braço do rio por onde os criminosos o levaram.
Na tarde de ontem (21), o pai localizou o corpo pela vegetação às margens do rio, mas numa área já próximo ao Distrito Industrial.
O cabo PM Evangelista estava à frente da guarnição, porém tentou o que pôde para driblar o trabalho da imprensa – chegando, inclusive, a ameaçar que se a equipe de reportagem fosse assaltada não poderia fazer nada.
Mesmo sem o apoio da PM, os jornalistas optaram por permanecer no local e tiveram o apoio e colaboração da comunidade local – que ressaltava que não permitiria que nada acontecesse com os repórteres. Um dos fatores que inquietava a comunidade e os repórteres era o fato de que eles estavam no local – e isto indicava que ali se tinha elementos para as investigações de um crime.
(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)
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