Os gritos de desespero da mãe da vítima podiam ser ouvidos de longe. A casa onde ocorreu o crime fica no final da passagem Monte Carlo, esquina com a passagem Júlio Paulino, uma via sem saída, no bairro da Condor, em Belém. Na sala, estava o corpo de Amaury Marcelo Carvalho do Rosário, 30 anos, profissão não declarada, assassinado com 16 tiros de 2 tipos de pistola: calibres 380 e ponto 40. A suspeita inicial da polícia é de que ele pode ter sido morto por engano.
O homicídio foi por volta das 2h30 da madrugada de ontem (12) e os autores do crime, pelo menos 3, ainda não foram identificados, nem localizados pela polícia, e fugiram em um carro vermelho, modelo Siena de placa ainda desconhecida. Homens do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionados, tomaram as primeiras providências, fizeram recolhimento de dados da vítima e isolamento do cenário do assassinato.
O delegado Fernando Bezerra, da Divisão de Homicídios (DH), da Polícia Civil, informou que as pessoas na casa estavam dormindo, quando o grupo de criminosos arrombou a porta da frente da residência e matou a vítima na frente da própria mãe. Além disso, ele disse que há hipótese de que os criminosos podem ter matado a pessoa errada.
“Segundo os familiares, a vítima morava em Paragominas, costumava vir algumas vezes passar uns dias com a mãe e depois retornava para sua casa. Outro parente dele que teria tido um desentendimento com vizinhos aqui da área, mas não sabemos se isso pode ter relação com o crime”.
(Foto: Wagner Almeida/Diário do Pará)
Vítima não tinha passagem pela polícia, diz delegado
Conforme o delegado Fernando Bezerra, Amaury Marcelo Carvalho do Rosário não seria envolvido com a criminalidade e aparentemente não recebia ameaças de morte. “Nós não recebemos informação da profissão que ele exercia, mas constatamos no sistema da polícia que ele não tinha passagens”, concluiu. A reportagem tentou conversar com os familiares da vítima, mas ninguém quis falar sobre o caso.
Peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foram acionados para analisarem o local do assassinato. De acordo com a perita criminal, Virgínia Paiva, a vítima foi baleada em várias partes do corpo. “Ele foi atingido no tórax, peito e nos braços. Estava dormindo na rede, quando 2 homens invadiram a casa e atiraram. Amaury ainda se levantou, mas caiu no piso da sala e recebeu mais tiros”. Segundo ela, os assassinos usaram 2 tipos de arma de fogo. Uma delas de uso restrito. “Um fato muito importante no cenário do crime foi que recolhemos diversos estojos de pistolas calibres 380 e ponto 40, que serão analisadas no exame de balística”, finalizou.
Após o levantamento de local de crime, o cadáver foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O caso será investigado por policiais civis da Seccional Urbana da Cremação.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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