“Ele é policial! É policial!”. Essas teriam sido as últimas palavras ouvidas por David Vitor Freire Nunes, 30 anos, vigilante, antes de ter sido assassinado com 2 tiros de pistola calibre ponto 40, por 2 homens, que acreditavam que ele era policial. O crime foi no final da noite de segunda-feira (24), por volta de 23h30, em uma lanchonete, na alameda Visconde de Inhaúma, conhecida como “Viscondinha”, no bairro da Pedreira, em Belém. Nenhum suspeito ainda foi identificado e nem localizado.
Após estacionar sua motocicleta na frente da lanchonete, David sentou-se em uma cadeira e fez o seu pedido. Entretanto, minutos depois, na frente de várias testemunhas, uma dupla, que estava em uma motocicleta de cor branca – modelo e placa desconhecidos –, se aproximou e um deles, afirmando que a vítima seria “policial”, sacou a arma e atirou. Após isso, eles ainda roubaram a carteira com documentos e dinheiro, e um cordão da vítima.
Policiais militares da 2ª Companhia (Cia) do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionados e isolaram o cenário do crime, para preservar a integridade física do local do assassinato. Policiais da Divisão de Homicídios (DH) e peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves colheram depoimentos de testemunhas e familiares, além de evidências que auxiliem nas investigações do caso. Os parentes e amigos de David estavam desolados.
VÍTIMA PODE TER SIDO MORTA POR ENGANO
De acordo com a delegada da Polícia Civil, Maria Cristina Esteves, plantonista da Divisão de Homicídios da Polícia Civil (DH), a vítima pode ter sido morta por engano. “Segundo as testemunhas, confundiram ele com um policial. As pessoas disseram que esta dupla na moto se aproximou, dizendo que ele ‘era policial’ e um deles desceu logo atirando somente nele”. Conforme a delegada, ainda não há pistas dos criminosos.
Durante o levantamento de local de crime, 2 estojos de pistola calibre ponto 40 foram encontrados. Segundo Vamilton Albuquerque, perito criminal, os disparos atingiram somente o rosto da vítima. “Foram 2 tiros no rosto e disparados bem próximos dele. Achamos os dois estojos da arma usada e serão levados para exame de balística, no Renato Chaves”, explicou.
Depois de concluídas as análises necessárias na cena do homicídio, o corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O caso será investigado pela Seccional Urbana da Pedreira.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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