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POLÍCIA

Vigilantes assassinados durante ‘bico’ na madrugada. Um na Cabanagem e outro em Outeiro.

Dois vigilantes foram assassinados na madrugada desta quinta-feira (27), em Belém. As vítimas são Máximo da Silva Coelho e Edílson Cordeiro Monteiro. Segundo a Polícia Civil, Máximo trabalhava como vigia noturno quando foi baleado por dois homens que est

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Dois vigilantes foram assassinados na madrugada desta quinta-feira (27), em Belém. As vítimas são Máximo da Silva Coelho e Edílson Cordeiro Monteiro.

Segundo a Polícia Civil, Máximo trabalhava como vigia noturno quando foi baleado por dois homens que estavam a pé. O crime ocorreu na WE 5, no bairro da Cabanagem, em Belém, por volta de 1h.

Ainda segundo a PC, os autores do crime ainda não foram identificados.

Mortes contra vigilantes são cada vez mais recorrentes. (Foto: Wagner Almeida)

Outra vítima da insegurança no Estado foi Edílson. Ele também foi baleado enquanto trabalhava na avenida Beira Mar, em Outeiro, distrito de Belém.

Segundo a PC, os autores do crime também não foram identificados. Não há informações se as vítimas estavam armadas durante os homicídios.

Sindicato critica falta de desfecho dos crimes contra a categoria

Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes do Pará (SINDIVIPA), Juber Lopes, a insegurança não só da sociedade, como dos trabalhadores resulta de uma falta de reforço do Estado. Segundo Juber, ano passado dois trabalhadores da categoria morreram durante o trabalho. Este ano, um homicídio contra um vigilante foi registrado em maio.

“O brasileiro como um todo está em risco. Falar de insegurança hoje faz parte do cotidiano da gente. Por mais que cobramos do Estado uma resposta e um desfecho sobre esses crimes, não tivemos até hoje nenhum retorno”, critica.

O presidente do sindicato garante que representantes da categoria de vigilantes estiveram reunidos com o secretário de segurança pública do Pará, Jeannot Janse, mas nada foi feito.

Atrativos contribuem para as açõe criminosas

“Estivemos reunidos com ele por duas vezes, ele pediu para oficializarmos nossas reivindicações, mas a resposta nunca veio. Os crimes nunca foram desvendados”, ressalta. Para o presidente do SINDIVIPA, outros agravantes responsáveis pelos homicídios de vigilantes são por trabalharem com colete e armados.

“A sociedade hoje está à mercê da própria sorte, mas os trabalhadores da categoria têm outros agravantes que é pelo fato de trabalharem usando arma e colete, que são atrativos para o bandido dar continuidade ao crime.

A falta retorno do Estado é um incentivo para continuidade das ações criminosas. Clamamos que haja uma resposta”, desabafa.

O DOL entrou em contato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) para saber o que o Estado tem feito para evitar crimes, principalmente contra os vigilantes e quais ações estão previstas para garantir a segurança da categoria e da população como um todo e, aguarda um posicionamento.

(DOL)

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