A escalação estava completa: Paulo Henrique Araújo Valente, 45, Anderson Paulo Sousa Valente, 25, Adriane Sousa Valente, 21, pai e filhos respectivamente, Eduardo Felipe Ferreira, 30, Igor Ferreira da Costa, 20, Rodolfo Miranda de Albuquerque, 24. Não era de futebol ou outro esporte, mas uma quadrilha detida com 2 tabletes de maconha, 1 pedra de óxi e 23 bananas de explosivos, que foram apresentados na Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
A apreensão foi feita em uma casa na avenida Jardim Atlântica, no bairro Jiboia Branca, em Ananindeua, por equipes da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) e Companhia de Operações Especiais (COE), que receberam a denúncia anônima da atuação da quadrilha naquela área. “Fomos no endereço repassado e encontramos a quadrilha com todo esse material”, disse o capitão Teixeira, da Rotam.
GRANDE DESTRUIÇÃO
O destaque ficou por conta da expressiva quantidade de explosivos encontrado com a quadrilha. Ao todo, foram 23 bananas de 400 gramas ou cerca de 9 quilos de explosivo. “É uma carga suficiente para fazer uma grande destruição, se for armada para explodir algum espaço”, declarou o cabo Jorge do COE, especialista em explosivos.
E os policiais suspeitam que os detidos usavam os explosivos justamente para explodir caixa eletrônicos e casas penais para tentativa de resgate de presos, como na fuga do PEM I de Marituba, na madrugada de ontem. “Eles mesmos produziam esses explosivos, o que mostra que eles entendiam muito bem do assunto”, completou o cabo Jorge.
A suspeita dos policiais sobre a participação da quadrilha na fuga do PEM I se deve ao fato de que explosivos foram usados na ação. Além disso, o detido Eduardo Felipe Ferreira estava baleado, o que a polícia acredita que ele seja um dos 27 fugitivos da unidade prisional e trocou tiros com os policiais durante o resgate. “Mas, ainda vamos averiguar pra saber se procede essa situação”, disse o capitão Teixeira.
A DRCO ficou responsável sobre o caso e os detidos estão à disposição da justiça.
(Alexandre Nascimento)
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