Chovia bastante em Ananindeua, na Grande Belém, na noite de sábado (29), quando um homem aparentando entre 20 e 25 anos, dentro de uma rede, foi desovado na passagem Boa Esperança esquina da WE-58 no conjunto Guajará I. Policiais miliares do 6º Batalhão foram acionados e em seguida chamaram policiais civis da Divisão de Homicídios e peritos criminais, para apuração do caso.
Pelas condições do corpo, o desconhecido foi linchado em outro local e desovado na passagem Boa Esperança. O delegado Jivago Ferreira, da DH, iniciou as investigações e as repassou a policiais da Seccional Urbana da Cidade Nova. Um morador, que pediu para não ser identificado, disse ao DIÁRIO que chovia bastante quando percebeu 4 pessoas carregando alguma coisa em um pano. “Eles passaram na frente da minha casa e logo depois voltaram correndo”, disse o morador.
“Avisaram o Ciop sobre esse homicídio, mas quando a viatura mandada ao local indicado chegou, não tinha nada lá e meia hora depois este corpo foi encontrado”, disse um dos policiais da viatura 0610 do 6º Batalhão. Ele preferiu não se identificar. O perito criminal Gilberto Almeida encontrou no cadáver 5 perfurações causadas por tiros, 3 de facadas e outras lesões provavelmente de madeira. Um dos pontos mais atingidos foi a cabeça do desconhecido, que apresentava golpes profundos com afundamento de ossos tanto no rosto como na cabeça.
No final da perícia as equipes do IML e Divisão de Homicídios, juntamente com o DIÁRIO, foram até o local informado do possível homicídio, na invasão do Emops. No local, silêncio total e ninguém quis falar nada.
“Há uma tatuagem, no corpo, com o nome Manaziely. Se alguém reconhecê-lo, pode procurá-lo no IML”, recomendou o delegado Jivago Ferreira.
(JR Avelar)
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