Menos de 4 dias depois de terem sido presos em flagrante por associação criminosa, furto qualificado e porte de armas, os 5 acusados de terem tentado assaltar uma agência do Banco do Brasil, na última sexta-feira (28), foram soltos, ontem (31), em audiência de custódia. Entre os acusados está o subtenente da Polícia Militar Nelson Santos das Chagas que, segundo as investigações, desempenhava o papel de dar apoio, transporte ao bando e, em algumas situações, até fazer a guarda dos comparsas. Além do PM, também foram soltos os acusados Jonathan Soares Laurindo, considerado um dos maiores especialistas em arrombar e cortar caixas eletrônicos; Adelino Nascimento Sousa Amaral; Miguel Reinaldo Fernandes Paula; e Demisson Correia Lobato, que estava em liberdade condicional desde o dia 23 de junho.
Segundo o juiz da 3ª Vara Criminal de Ananindeua, Breno Braga, o inquérito policial apresentado não apresenta instrumentos (provas) que comprovem a infração e destacou a falta de testemunhas que possam ter identificados os suspeitos. O caso ainda segue na esfera policial, sendo investigado.
Como a prisão aconteceu na sexta-feira passada (dia 28), a primeira audiência de custódia ocorreu no sábado (29), mas o juiz da 8ª Vara Criminal de Belém, Jorge Luiz Lisboa, que estava no plantão do Tribunal, considerou que competia a Vara Criminal de Ananindeua julgar a situação dos 5 acusados. O processo, então, tramitou para a Comarca de Ananindeua.
AS PRISÕES
O grupo foi preso pelas equipes da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), cuja sede fica em Belém. O delegado Tiago Belieny, da Delegacia de Repressão de Roubos a Bancos (DRRB), vinculada a DRCO destacou que o grupo foi preso enquanto tentavam fugir do local do crime. A quadrilha tentou roubar uma agência bancária do Banco do Brasil, no centro de Ananindeua. Ao arrombarem a instituição financeira o alarme disparou e a Polícia Militar logo chegou ao local. O grupo fugiu em 2 carros – um deles, inclusive, já tinha sido usado durante um assalto em uma farmácia, também em Ananindeua.
A equipe da DRRB também foi acionada e saiu a procura dos suspeitos, até que um dos carros foi interceptado com parte do grupo. No veículo estavam macacos hidráulicos, baterias, luvas e outros aparelhos usados para cortar os caixas eletrônicos. Estes equipamentos foram apreendidos pela polícia.
O restante do grupo foi preso numa oficina de automóveis na Avenida Júlio César, no bairro da Sacramenta, de propriedade de Miguel Reinaldo
(Denilson D`almeida)
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